Domingo jogamos a primeira das 24 finais (no mínimo) que nos restam até terminar a época. Finais? Sim, a melhor maneira de ultrapassar este problema dos maus resultados em casa é os jogadores encararem cada jogo como uma final. E o que é que se faz numa final? Luta-se durante os 90 minutos pela vitória e deixa-se tudo em campo porque é um jogo decisivo.
E para vencer uma final isso basta? Não, para além da entrega em cada lance e durante os 90 minutos, é preciso ter a calma e o discernimento para em cada lance se tomar a decisão mais acertada, não errar o passe ou o remate que podem ser decisivos. Isso garante a vitória na final? Não, para além de haver um adversário com os mesmos objectivos, continuarão a existir falhas, erros dos árbitros e a sorte ou azar da bola que bate na trave e sai em vez de entrar.
Posto isto, ninguém exige que vençamos as 24 finais que temos pela frente, mas para haver mais empatia com o público, para acabarem os assobios e os apupos, para sairmos todos satisfeitos do estádio e aplaudirmos de pé os nossos jogadores, não é preciso a vitória, basta a entrega ao jogo e disputa dos lances com a máxima intensidade durante os 90 minutos.
É para isso que vou ao estádio, para ver a minha equipa a correr mais que o adversário, a pressionar, a ganhas as disputas de bolas, a meter o pé, a roubar a bola ao adversário, obrigá-los a errar, a cortar pela raiz as jogadas de perigo do adversário, a correr à bola mesmo suspeitando que não se chega lá, a rematar à baliza sempre que há uma nesga de espaço. É este sangue na guelra que está a faltar ao nosso Rio Ave e é só isso que é preciso para termos prazer naqueles 90 minutos e ovacionarmos no final os nossos jogadores. As vitórias são uma mera consequência.
VAMOS A ELES!
FORÇA RIO AVE!