Partimos para a última jornada da Taça da Liga a depender de terceiros, o que não deixa de ser surpreendente quando até aos 89 minutos do jogo da Madeira tínhamos tudo para pensar nas duas viagens até ao Algarve no final do mês.
Bastou uma falha do único homem que não a podia ter para refazermos as contas. Se um avançado, ou outro jogador, falha uma, duas, três ou dez oportunidades de golo ainda conseguimos encontrar culpa noutros intervenientes do jogo. Quando é o guarda-redes até nos esquecemos dos desperdícios dos outros.
Mas adiantado, para logo temos duas/três possibilidades de saltar do 3º para o 1º lugar do grupo e disputarmos dias 25 a Final Four no Algarve.
A mais simples será vencer o Covilhã e “orar” pelo empate entre Marítimo e Braga.
A segunda é esperar que o Braga vença o Marítimo pela margem mínima e nós golearmos por 5 golos de diferença o Covilhã. Por cada golo mais que o Braga marque e não sofra nós teremos que marcar sempre mais um (e não sofrer) porque se tivermos que recorrer ao desempate pela média de idades lavamos desvantagem (até ao momento).
Olhando para a convocatória de ontem, não me parece que o mister tenha fé numa reviravolta. Fazer descansar o Roderick e o Tarantini parece-me falta de ambição.
Também duvido que aposte em jogadores mais novos para termos o factor idade a nosso favor. Duvido que o Nelson Monte faça parelha com o Marcelo e a ausência de dois putos novos como o Jaime e o Vitó, nem que fosse para serem lançados depois dos 90 minutos mostra um pouco essa pouca ambição.