O JOGO
"Um dia a sorte vai mudar"
Foi dos primeiros a deixar a zona dos balneários. Passo rápido, mente inquieta, dividida entre a vontade de continuar a correr por uma vitória que há já demasiado tempo escapa ao Rio Ave e a frustração do resultado no Mar, Fábio Coentrão ainda deu dois passos, antes de se deter nas contas do campeonato, cada vez mais aflitivas para o emblema de Vila do Conde."Fomos superiores ao Leixões, só não viu quem não quis. Demos tudo para ganhar esta partida, mas, não sei o que se passa", desabafou, decidido a não se render, apesar da ausência de uma explicação lógica para a ausência de vitórias e pontos do Rio Ave. "Estamos todos com uma infelicidade muito grande, com um enorme azar", contou, procurando conformar-se, em vão. "Ainda por cima, houve lances duvidosos, nos quais o árbitro nunca decidiu a nosso favor. Não foi muito nosso amigo." A forma decidida como finta até o pior dos cenários - o Rio Ave está no último lugar do campeonato - explica que a mais aflita das equipas tenha alguns dos jovens mais interessantes da prova: Coentrão, como Yazalde ou Miguel Lopes, tem um horizonte que não se afundará, seguramente, no final desta época: "Não sei o que se passa, mas, ainda faltam seis jogos", disse e cocluiu "a sorte não está do lado do Rio Ave", mas, é seguro que "um dia, muda".
MÓNICA SANTOS
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