Sobre isto, isto e isto , coloquei inicialmente um comentário no desabafo de Kelvin no Facebook em que lhe dizia para na próxima oportunidade que tivesse, que jogasse mais em equipa, que não se agarrasse tanto à bola e que não quisesse levar a equipa às costas, que já tinha visto muito jogador com potencial a passar ao lado de uma grande carreira. Esse comentário foi entretanto apagado por alguma mão divina mas ainda tive tempo de colocar outro antes de o desabafo ter sido apagado por completo. Como não sei se o Kelvin chegou a lê-lo e como acho importante que o leia, aqui fica:
"O Fábio Coentrão, por exemplo, jogava também a extremo no Rio Ave e quando se falou do interesse do Benfica ficou com ares de vedeta. Foi expulso 1 ou 2 vezes por protestos, amuava quando era substituido, resultado: foi para o Benfica e foi emprestado, indo parar ao Nacional e depois ao Zaragoça para a segunda divisão espanhola. Só quando voltou novamente para o Rio Ave, colocou a cabeça no lugar e estava então um jogador diferente, mais raçudo a jogar em equipa, a correr e a esforçar-se mais do que toda a gente dando o exemplo para os colegas de equipa que à custa disso também se esforçavam mais. Voltou então naturalmente para o Benfica e agora é o que se sabe, mas mantendo a humildade. Kelvin, ainda não és um jogador feito e estas palavras não são para te deitar abaixo mas pelo contrário, que sirvam para desceres à terra, pegares o touro pelos cornos e dares tudo em campo pela equipa, que consequentemente será bom para ti também."
Se ele quiser seguir o conselho, que siga, se não quiser, que não siga, mas que veja o exemplo do seu amigo Hulk, que mesmo sendo o jogador que é não se livra de ser fortemente assobiado quando começa com individualismos.
Um caso diferente parece ser o de Christian Atsu, não se lhe nota o ar de vedeta, mas a desilusão de não ter ido para o Dragão já em Janeiro fez com que a sua performance descesse a pique. O mal não é o mesmo, mas a cura é: trabalhar, trabalhar, trabalhar, jogar para a equipa para merecerem o lugar.
Que não se convençam, que serem um brinca na areia nas camadas jovens ou que ter ganho um dragão de ouro dá lugar garantido no plantel do FCP na próxima época. Se não demonstrarem no Rio Ave o que valem, podem ter a certeza que o destino para o próximo ano será uma grande desilusão. Agora está nas vossas mãos (ou pés) decidir o que pretendem para a vossa carreira.
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