O Rio Ave, ontem, desde o início do jogo que mostrou ao que ia. Jogo apoiado, sempre de pé para pé, da defesa ao ataque, preservando a posse de bola, aliás, o jogo que nos caracteriza, seja em casa ou fora. Não é de estranhar que a primeira grande oportunidade tivesse sido nossa, com João Tomás, ao primeiro poste, a dar de cabeça para a malha lateral. Mas, de cruzamentos na primeira parte, estamos falados. Muita posse de bola, é certo, mas pouca objectividade no último terço do terreno, poucos remates(1,2) e inofensivos, e raros cruzamentos. Ao invés, o Moreirense, nas poucas vezes que ia lá acima criava perigo, uma equipa mais objectiva na primeira parte, valendo-nos Oblak inspirado, a safar-nos três ou quatro vezes.
Na segunda parte, o jogo foi completamente diferente, a nossa posse de bola acentuou-se, chegamos mais facilmente à área, criámos a primeira grande oportunidade por Braga, num remate ao poste e de seguida, João Tomás(quem haveria de ser?) faz o nosso primeiro e único golo, que já se estava a prever. Depois do golo, o Moreirense ficou à deriva, começou a errar muitos passes e nós partíamos para o contra-ataque sempre com muito perigo, podendo fazer mais golos(Braga, Filipe Augusto por duas vezes, Tomás...). A grande diferença para o passado está principalmente na posse, o Rio Ave mesmo a ganhar fora de casa, manteve-se fiel a si mesmo, sempre em posse, sem chutões à sorte para à frente(exceptuando os 3 minutos de compensação, em que cada alívio para a frente, era sublinhado com festejos por parte do nosso público).
Destacar a defesa que esteve impenetrável, começando no nosso guarda-redes, que deve ter feito o melhor jogo desde que chegou. No meio-campo, Wíres esteve incansável, fantástico mesmo(para mim o melhor), Tarantini está sem dúvida a fazer a sua melhor época e ontem mostrou-o mais uma vez, Filipe Augusto que andou desaparecido pela esquerda, apareceu no jogo quando mais precisávamos e fez uma meia hora final de grande nível. Braga e Ukra criaram desequilíbrios e para João Tomás deixou de haver adjectivos para qualificar as suas actuações.
Nuno leu bem o jogo e mexeu, tirando Braga estourado e metendo velocidade na pessoa de Del Valle, ajudando a fazer que o jogo fosse ainda mais nosso. Vilas Boas e Vítor Gomes entraram para dar mais força à equipa e ajudaram a segurar o resultado.
Destaque para a considerável presença dos nossos adeptos, que de forma espontânea se deslocaram a Moreira. Muitos outros poderiam ter ido não fosse a falta de transporte.
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