Foi mais uma vez um jogo com influência do forte vento que se faz sentir no nosso estádio.
Apesar de começarmos contra o vento, gostei da atitude inicial onde ganhámos muitas bolas divididas e se viu uma equipa com vontade de pegar no jogo e ir em busca do golo.
Surgiu depois o golo do Beira Mar, quanto a mim numa ingenuidade do Rio Ave ao gerir a lesão de Lionn. Enquanto o jogador esteve a ser assistido, Ukra desceu para defesa direito. Lionn estava incapacitado para continuar o jogo, mas voltou a entrar, estando só a fazer número, sem poder praticamente tocar na bola. O que se faz nestas alturas é o jogador deitar-se no chão e pedir assistência médica, para dar tempo ao suplente de aquecer minimamente antes de entrar. Acontece que tivemos oportunidade de o fazer enquanto tivemos a bola na nossa posse mas Lionn só se deitou quando era o Beira Mar que tinha a bola e logicamente não tinha obrigação de parar o jogo. Não sei se alguém não compensou Lionn, se isso desconcentrou a defesa ou se foi uma normal falta de marcação dentro da área (como já tem acontecido noutros jogos), mas Yazalde cabeceia à vontade para inaugurar o marcador.
Depois disso, seguiram-se alguns lances menos conseguidos por parte do Rio Ave, algum individualismo, o descontentamento dos adeptos e pareceu voltar-se à onda negativa de outros jogos. Nada como o intervalo para refrescar as ideias.
Na segunda parte, com o vento a favor, tivemos mais domínio do jogo, sem no entanto fazer um jogo extraordinário e permitindo ainda assim alguns lances de perigo do Beira Mar.
Braga aproveita o vento para aplicar o seu forte pontapé e fazer um golo de levantar o estádio empatando a partida. Assistiu-se a um jogo dividido, com oportunidades para os dois lados, mas a felicidade esteve desta vez do lado do Rio Ave. Depois de Oblak ter negado o golo ao Beira Mar, o Rio Ave consegue no último lance do jogo marcar o golo da vitória por Rodriguez de cabeça na sequência de um canto.
Curiosamente, neste canto o Beira Mar deixou 2 jogadores junto ao meio campo para aproveitar um eventual contra-ataque, talvez esses 2 jogadores tivessem dado jeito dentro da área, como faz NES, fazia Brito e fazem muitos outros treinadores que colocam todos os jogadores a defender dentro da área nas bolas paradas.
Com a vitória de hoje, mantém-se a esperança de conseguirmos ainda alcançar o apuramento para uma competição europeia.
Não somos favoritos, não somos obrigados a tal, não era um objectivo no início de época, mas já que aqui estamos, vamos pelo menos tentar lutar até ao fim.
Não temos o calendário mais difícil, mas também não somos a equipa que está a jogar melhor dentro das que estão nesta luta. Não dependemos só de nós, mas temos vantagem no confronto directo com Sporting, Estoril e Nacional.
No meio de todos estes prós e contras, é difícil prever em que lugar vamos ficar. Eu espero que pelo menos o 8º lugar seja alcançado, para se garantir a fase de grupos na Taça da Liga na próxima época, qualquer coisa acima disso será bom, um apuramento para a Liga Europa seria excelente.
Nesta fase, o bom futebol já é o que menos interessa, são os pontos e a classificação final que vão ficar para a história, há que dar o máximo em cada jogo para que a história tenha um final feliz.
FORÇA RIO AVE!
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