Apenas vi a segunda parte e fiquei surpreendido com a disposição da equipa em campo, algo que não me recordo de ter visto desde a chegada de Nuno ES ao Rio Ave. O Rio Ave estava a jogar num 4-4-2 declarado, que se desdobrava fácilmente num 4-2-4 em situação de ataque. A uma defesa consistente numa linha de 4(Lionn, Marcelo, Rodriguez e Edimar), juntou-se um meio-campo em losango com Tarantini como pivot defensivo, Diego Lopes como homem mais adiantado do meio-campo, com Ukra a médio ala direito e Braga na esquerda, ambos com missão de ajudar a fechar os corredores. Na frente dois avançados móveis, Hassan e Ronny.
Este esquema táctico permitiu à equipa chegar por inúmeras vezes à baliza adversária, tendo a equipa desaproveitado várias situações de finalização. Recordo-me de 2 vezes por Diego Lopes, uma de Ukra e um livre que tirou tinta à baliza numa tentativa de Edimar.
Retenho a consistência defensiva, as trocas de bola a meio-campo e o facto de Hassan tabelar muito bem com os médios que vêm de trás e que aparecem em posição de finalizar. Neste item destaco Diego Lopes, tem muito mérito a aparecer desmarcado, mas tem que trabalhar a frieza na finalização quando está na cara do guarda-redes adversário.
Gostei do que vi, mesmo que o jogo tenha sido contra um oponente de escalão inferior. Menos positivo, o facto de o Ribeirão ter passado a segunda parte toda a fazer substituições, algo que quebrou o ritmo de jogo.




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