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A fórmula de sucesso de Alex Ferguson (VIII)
Durante a sua ascensão — para o St. Mirren e o Aberdeen, na Escócia,
e depois, após um sucesso espectacular no Aberdeen, para o Manchester United —
foi delegando cada vez mais os treinos nos treinadores adjuntos. Mas ele estava
sempre presente, e observava. Deixar de treinar para passar a observar,
conta-nos, permitiu-lhe avaliar melhor os jogadores e os seus desempenhos.
“Enquanto treinador no campo, não conseguimos ver tudo”, explica. Um observador
regular, contudo, pode detetar alterações nos padrões de treino, nos níveis de
energia e de trabalho.
Uma tarde, em Aberdeen, tive uma conversa com o meu adjunto enquanto tomávamos
chá. Ele disse-me, “Não percebo por que me trouxeste para cá”. Disse-lhe que
não percebia o que queria dizer e ele respondeu, “Não faço nada. Trabalho com a
equipa juvenil, mas estou aqui para te ajudar com os treinos e a escolher a
equipa. É esse o trabalho do adjunto.” Outro treinador confirmou, “Acho que ele
tem razão, chefe”, e salientou que eu podia beneficiar de nem sempre ter de
dirigir o treino. Ao princípio respondi, “Não, não e não”, mas pensei no
assunto durante alguns dias e disse, “Vou tentar, mas nada de promessas”. Lá no
fundo, eu sabia que ele tinha razão. Então deleguei-lhe o treino e foi a melhor
coisa que fiz.
in Dinheiro Vivo
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