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sábado, 8 de março de 2014

Do 80 ao 8

Tendo em conta que se encontraram hoje o 3º e 4º piores ataques da primeira liga, o 0-0 final acaba por ser um resultado natural. Se do lado da Académica, a ausência de golos se deve a ter criado muito poucas oportunidades (uma bola na trave e pouco mais), do lado do Rio Ave houve duas partes distintas. Na primeira parte muitas oportunidades mas eficácia nula, na segunda parte, nem sequer oportunidades.
O Rio Ave entrou bem no jogo a jogar rápido e com fluidez e criou 4 ou 5 boas ocasiões para marcar na primeira parte mas os remates raramente acertaram sequer na baliza.  Falta de concentração? Falta de sorte? Do relvado não se podem queixar, já que graças à excelente recuperação que foi efectuada, apresentou-se já em muito boas condições. Do que nos podemos queixar é de uma segunda parte onde a equipa se transformou, foi perdendo fulgor e pouco fez para garantir a vitória e carimbar desde já a manutenção. Foi uma segunda parte apática, sem garra e nem do banco vieram sinais de querer dar a volta à situação, já que NES não arriscou um milímetro, fazendo substituições bastante conservadoras. Falhar golos, só acontece a quem lá está, mas pior do que não vencer é ficarmos com a sensação que não se fez tudo para trazer os 3 pontos e que este empate sensaborão já era um resultado positivo. Se queremos mais gente no estádio, não é com exibições como esta segunda parte que tal se vai conseguir. Com os lugares europeus já a uma longa distância, os oito primeiro lugares começam também já a fugir e corremos o risco de assistir a um final de época penoso onde para além dos previsivelmente emocionantes jogos decisivos das taças, nos limitaremos a conquistar mais uns pontinhos para a manutenção. Não chega, temos de ser ambiciosos, querer sempre mais e acima de tudo, lutar sempre até ao fim. Como é que se pode depois exigir que os adeptos estejam sempre presentes, se é a própria equipa que por vezes está ausente?
FORÇA RIO AVE!

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