Lionn levou neste último jogo um cartão amarelo por ter simulado uma falta. Correu cerca de 50 m com a bola e num contra-ataque em que podíamos criar perigo, deixou-se cair quando sentiu a presença próxima do adversário. Não sei se por cansaço se para tentar sacar um amarelo ao adversário, mas o árbitro desta vez viu e o prejudicado pela ação de Lionn foi o Rio Ave que perdeu uma ocasião de perigo e o próprio Lionn que ficou condicionado com o cartão.
Não serve este post para criticar Lionn mas sim as simulações em geral.
Se já é difícil aos árbitros conseguirem ver tudo o que se passa, mais complicado se torna quando os jogadores simulam pretensas faltas. Para além de poderem prejudicar a própria equipa ( lembro-me de um jogo em que Saulo foi expulso por acumulação de amarelos por ter feito duas simulações no mesmo jogo) prejudicam o espectáculo falseando a verdade desportiva, principalmente quando essas simulações são dentro da grande área ou levam à expulsão do jogador adversário. Em Inglaterra contou-me o Hélder Ribeiro que presenciou ao vivo, que perante qualquer simulação descarada, seja de um jogador da própria equipa seja da adversária, o publico começa a entoar " off off off off...." dando ordem de saída do terreno de jogo ao jogador que teatralizou, uma vez que não pagaram bilhete para ver teatro mas sim um espectáculo desportivo. Gostava de ver isso um dia em Portugal, afinal somos nós, o público que alimenta este desporto e temos o direito exigir espectáculos onde com maior ou menor qualidade, pelo menos que não sejamos enganados. Mas no fundo, de quem deveria partir essa mentalidade deveria ser em primeiro lugar dos próprios atletas e equipas técnicas. São eles que têm interesse em trazer mais gente aos estádios se quiserem garantir a viabilidade da actividade que os sustenta.
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