O jogador que nos proporcionou aquela explosão de alegria no sábado, ao estilo do golo frente ao Elfsborg, salvaguardando as devidas distâncias, foi durante muito tempo um incompreendido por parte de alguns rioavistas. É certo, que por vezes o querer resolver tudo sozinho complica e que o futebol é um jogo colectivo, em que esse mesmo colectivo se sobrepõe ao individual. Aquele drible a mais, aquele passe que não saiu é sempre passível de crítica. Contudo, é justo dizer, que Del Valle foi durante muito tempo o único jogador do plantel(agora temos também Marvin) que esticava a manta com raids supersónicos e que mesmo em momentos de desespero assumia a responsabilidade, sem medo de falhar. Esse rasgo, essa individualidade, esse acreditar nas suas capacidades, permite-lhe marcar golos históricos, bonitos, espectaculares, decisivos. Uns mais mediáticos(ao steaua, ao Aalborg e este ao Benfica), outros menos(lembro-me por exemplo de golos ao Setúbal, logo na primeira época, ou ao Penafiel há duas jornadas atrás), mas não menos importantes.
Certo, é que daqui a uns anos, nos lembraremos sempre deste nome: Yonathan Del Valle! Quanto mais não seja, porque dois golos dele foram selecionados para serem votados como o melhor da Liga Europa.
Confesso que sou um admirador deste atleta, porque é explosivo, rápido, espontâneo e nunca compreendi a fixação de alguns a desvalorizá-lo. Admiro-o, até porque é um atleta que sabe reconhecer a importância de quem o apoia. Eu apoio-o desde que cá chegou.
PS: Apesar de admirar o atleta, não deixarei de apontar exibições menos conseguidas, que todos os atletas sem excepção têm, como em qualquer profissão.
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