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sábado, 2 de janeiro de 2016

Artigo de opinião publicado no jornal Público sobre os direitos de TV

"A este respeito, talvez valha a pena lembrar que o espírito de partilha de sucesso de uma Liga é bem visível no rácio de receita televisiva entre o primeiro e o último classificado de vários campeonatos europeus: 1,5 na Premier League (Inglaterra), 2 na Bundesliga (Alemanha), 3,8 na Ligue 1 (França), e 5,2 na Serie A (Itália), o que contrasta com o rácio superior a 8 registado na Liga Nos de 2014/15, e agora com perspectivas de agravamento"

"Daí que, se não for possível o entendimento entre todos os clubes, a melhor solução é fazer o que se fez em Espanha. Barcelona e Real Madrid sempre resistiram à negociação centralizada (tinham uma quota superior a 41%), posição que foi combatida pelo Governo em Abril de 2015 ao impor a negociação centralizada e a fixação de 50% da receita total para distribuir igualitariamente pelos clubes da La Liga"

"Ora, o Benfica, o FC Porto e o Sporting acabam de celebrar contratos com duração de 10 anos, contrariando o exemplo da Premier League ou da La Liga, que venderam recentemente os direitos televisivos de apenas três épocas. O que hoje se afigura um bom negócio pode provavelmente não o ser daqui a seis ou mais anos, sobretudo numa área em que o potencial de crescimento é grande"
António Samagaio in Público

para ler na íntegra em http://www.publico.pt/desporto/noticia/os-direitos-de-tv-no-futebol-portugues-depois-da-reparticao-do-bolo-quem-ficara-com-as-migalhas-1718797?page=-1

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