Entretanto esta jornada foi mais um espelho do "melhor" que temo futebol português: falar-se de arbitragens, esquecer-se a táctica e os méritos ou erros dos jogadores. Como de costume, são os grandes que acabam por ser os mais beneficiados, e os que num dia acham que o futebol é um "nojo" porque o clube rival foi supostamente beneficiado, são os mesmos que no dia seguinte se calam num silêncio ensurdecedor perante supostos benefícios do próprio clube. Os que numa semana reclamam que foram prejudicados, na semana seguinte acham normal terem a devida compensação. Depois há a questão do resultado. Se o resultado estiver nivelado, um erro do árbitro é premeditado, se o resultado já estiver feito, foi só um erro normal ou incompetência.
E não me venham com a solução do video-árbitro para lances como as 3 grandes penalidades muito contestadas este fim de semana, porque como em grande parte dos lances de futebol em que fica ao critério do árbitro, há opiniões para todos os gostos. Depois em vez de se estar a discutir as nomeações dos árbitros, vai ser uma luta titânica pela nomeação dos video-árbitros, a discussão se eles viram bem ou não o lance, se no jogo x havia mais ou menos câmaras, se o camera-man não filmou com o zoom certo propositadamente e por aí fora.
Agora anda tudo a contabilizar penalties, como se no fim da época eles tivessem que ser distribuídos equitativamente por todos, ou como se não fosse natural as equipas que estão mais vezes na área adversária terem mais grandes penalidades a favor, como as que usam a técnica do auto carro terão à partida mais grandes penalidades contra.
Continuem a alimentar paineleiros de "dias seguintes", "prolongamentos" e "tempos extras".
Eu prefiro ouvir falar de futebol, num "Jogo falado" na Antena 1, um "Grande área" na RTP3 ou num "Mais Futebol" na TVI24, por exemplo. São gostos.
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