Na abordagem ao jogo, como de costume, Capucho pediu à equipa para não ter medo de ter bola. O que o míster não sabia, é que antes sequer de a ter já o árbitro assinalava um penaltie no mínimo duvidoso. Cássio parecia ter defendido, mas a bola, como que enfeitiçada pela noite das bruxas escapou-se lá para dentro. A partir daí o Rio Ave apoderou-se do jogo, enfiou o V. Guimarães no seu último reduto, mas sempre com olho para o contra-ataque aonde pontificava Marega. Os cantos, os livres e as oportunidades de golo sucediam-se sem que a redondinha beijasse as redes. A qualidade de jogo do Rio Ave era de alto gabarito, mas faltou a competência no ataque para materilizar as oportunidades criadas em golo. Mas há duas que são mais flagrantes do que todas as outras. A primeira numa jogada individual de Gil Dias, que corre o nosso meio-campo ofensivo até chegar a Douglas e só com este pela frente, acerta-lhe e gora-se uma flagrante oportunidade. A segunda é ainda mais escandalosa, no último suspiro da 1ª parte, Yazalde a um escasso metro da baliza atira a bola por cima desta. Com esta falta de competência no ataque é impossível ganhar jogos.
Na segunda metade, mais do mesmo. A mesma qualidade de jogo, a mesma entrega e o mesmo desperdício. Heldon e Ruben Ribeiro os mais inconformados do ataque mas com a mesma eficácia ao nível do remate, igual a zero.
Eis que surge a incompetência ao nível defensivo. Pela segunda vez, um livre perigoso a nosso favor, mal ensaiado que mais parece saído de um vídeo de apanhados, contra-ataque a apanhar quase toda a equipa em contrapé, a bola vai da direita do ataque adversário para a esquerda, cruzamento e Marega com Rafa Soares encostado a si, marca de cabeça completamente à vontade. Parecia um sénior a saltar com um iniciado. Como se não bastasse, o mesmo Marega recebe um passe bombeado do seu meio campo, Rafa desinteressa-se do lance permitindo ao mesmo jogador ficar isolado frente a Cássio que nada podia fazer. 0-3 e fim.
Termino a dizer que a equipa teve atitude, teve qualidade de jogo, mas falhou ao nível da competência nos momentos decisivos. Competência faltou também ao árbitro na jogada da grande penalidade, mas neste momento temos mais é que refletir sobre as nossas insuficiências.
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