No próximo fim de semana vamo-nos estrear esta época na taça de Portugal frente ao vice-líder da segunda Liga. Uma equipa forte, que irá estrear uma nova equipa técnica, o terceiro nesta época. A estreia de um novo treinador, por norma, motiva mais os jogadores que querem mostrar que têm lugar no onze. Por outro lado, o facto de ser já o terceiro treinador num curto espaço de tempo deverá também criar uma certa instabilidade, pois de treinador para treinador, mudam-se as personalidades, as formas de pensar e mesmo a forma de pôr as equipas a jogar. Neste momento, deve haver uma certa confusão no seio do grupo após tantas mudanças.
Quanto ao Rio Ave, é uma equipa mais forte, formatada para lutar pelos lugares cimeiros da primeira liga,com estabilidade diretiva e técnica, que está habituada a lutar pela conquista das taças nos últimos anos, e tem por isso, grandes responsabilidades de continuar em prova. Perante esta pressão de seguir em frente, coloca-se a questão de saber se Capucho irá fazer rotatividade ou não no plantel para este jogo. A sobrecarga de jogos não existe, fruto da paragem para as seleções, mas será pacífico fazer apenas duas ou três alterações, no sentido de dar minutos a atletas que estão a trabalhar bem e que também merecem ter as suas oportunidades.
O Rio Ave nas paragens competitivas tem procurado sempre equipas da segunda Liga para disputar amigáveis de forma a manter o ritmo, sendo que já jogou com Famalicão, Vizela e Porto B, com resultados de 4-1, 3-1 e 1-1 respectivamente. Fazendo uma analogia com o Santa Clara, isto se se pode considerar comparável, dizer que o Rio Ave exceptuando o Porto B, pautou as suas performances pela superioridade sobre as equipas dos escalões inferiores. Teremos correspondência no próximo fim de semana?
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