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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Se eu tivesse um diário

Se eu tivesse um diário começaria por escrever que deveria ter ficado em casa. Um jogo com suspeitas de estar manipulado, num dia de semana às 21:00, com uma chuva danada e com um acidente logo a abrir as hostilidades. Quando um autocarro vai em frente contra um poste de iluminação é um mau prenúncio para o que se vai passar a seguir. Mas lá fomos com a vontade férrea de apoiar o nosso amado clube e com a esperança que o Chinês tivesse espicaçado o brio dos nossos atletas e estes comessem o adversário, futebolísticamente  falando, claro. O que aconteceu foi precisamente o contrário, o Feirense entrou em campo cheio de garra e a nossa equipa com menos gás do que o adversário e em que nada nos saía bem. Também ninguém percebeu as alterações ao onze depois da excelente exibição frente ao Braga. E foi com um grande golo que o Feirense se viu cedo em vantagem. O apoio dos rioavistas era incessante mas dentro das quatro linhas não havia correspondência. Fomos para o intervalo com vantagem clara para os nossos adeptos em relação à equipa.
Na segunda parte, entramos com outra disposição, a bola estava praticamente o tempo todo nos pés dos que vestiam de branco, mas muito lateralizado e sem grandes e reais oportunidades de golo, mas voltamos a ser a equipa que temos sido ultimamente. Mas foi num contra-golpe que sofremos um rude revés ao sofrermos o segundo golo. As alterações na equipa também não foram do meu agrado, se exceptuarmos o facto de Krovinovic ter melhorado e muito a nossa forma de jogar. A pergunta que fica é como Krovi não tem lugar nesta equipa, principalmente com Rúben Ribeiro tão mal. Marcamos nos descontos por Paciência, atleta que fez um jogo fraco, notando-se falta de ritmo. Tarde de mais.
Hora de ir embora, os adeptos reconheceram que se houve manipulação de resultados não foi por falta de empenho e profissionalismo dos seus atletas e bateram-lhes palmas. Os atletas, uns mais do que outros(Petrovic chegou agora e foi o que agradeceu de forma mais sentida) retribuíram pelo apoio. O autocarro avariou, apanhamos mais uns pingos de chuva, dormi quatro horas e vim trabalhar. E não, não tive o prazer de ver a qualidade de jogo que tenho visto ultimamente nem estou a escrever sobre mais uma vitória. Fica para a próxima! Porque o Rio Ave é nosso, é nosso até morrer!
Uma da manhã e a confirmação do mau prenúncio inicial

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