O Rio Ave na sua história(digo isto sem consultar dados), que me lembre, venceu por duas vezes no estádio Alvalade, uma no antigo e mais recentemente no novo. A primeira para a taça de Portugal, em que vencemos e eliminámos o Sporting, por 0-1 no ano a seguir a termos estado no Jamor pela primeira vez. A segunda, para o campeonato, no reinado de Nuno Espírito Santo e também por 0-1. Estes dados por si só, demonstram bem as dificuldades que se nos depararão neste sábado. Mas também mostra que é possível vencer.
Não estou à espera de grandes alterações na nossa forma de jogar, até porque, tanto no Dragão como na Luz quisemos ser sempre iguais a nós próprios, umas vezes conseguimos e outras não, dependendo também daquilo que o adversário pode e deve fazer. Com mais dificuldades na Luz, acredito que nesta jornada estaremos mais próximos daquilo que fizemos frente ao FC Porto. Vamos querer ter bola para retirar iniciativa ao adversário e de quando em vez, tentar chegar com perigo à outra área. Se o conseguirmos e formos mais objectivos na hora da finalização poderemos fazer mossa e trazer um resultado positivo para Vila do Conde.
Olhando à convocatória, apenas uma saída por obrigações regulamentares, como é o caso de Petrovic, que está emprestado pelo adversário. Olhando para os escolhidos será de prever uma alteração no onze, com a inclusão de Tarantini que deverá formar com Pedro Moreira e Krovinovic o triângulo do meio-campo, isto partindo do princípio que manteremos a estrutura. Lembro-me por exemplo da surpresa que Luís Castro reservou no estádio da Luz quando jogou com quatro médios. Se assim fosse, era possível com os mesmos intervenientes criar um outro desenho táctico, com Pedro Moreira e Tarantini mais recuados, ficando Krovi e Rúben Ribeiro mais próximos de dois avançados móveis, Gil Dias e Paciência.
O meu onze: Cássio, Lionn, Marcelo, Roderick e Rafa;
Tarantini, P. Moreira, Krovinovic e Rúben Ribeiro;
Gil Dias e Paciência

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