Numa altura que o tema "SAD" vai aquecendo os debates nas redes sociais e conhecendo o histórico do nosso clube, impera reflectir se os nossos estatutos defendem o clube de ameaças externas.
Sabemos que em tempos não muito distantes e em que as dificuldades de encontrar parceiros e financiamento era um bico de obra, arranjar alguém que assumisse os destinos do clube era uma tarefa hercúlea, tendo Mário Almeida muitas vezes que bater a algumas portas para tentar convencer alguém a aceitar. Mais do que uma vez isso não foi possível e tiveram que se formar comissões administrativas impedindo o vazio directivo. Justificava-se no passado, por essa mesma dificuldade de encontrar directores que os estatutos permitissem que alguém acabado de se fazer sócio pudesse ocupar cargos directivos.
Hoje é um perigo que os estatutos não nos protejam de aventureiros. Sabemos que em 2018 entram quantias significativas de dinheiro e na impossibilidade de se criar uma SAD, o clube continuará a ser dono da empresa Rio Ave, em que os dirigentes eleitos terão acesso à administração desse dinheiro. Por esse motivo, não faria sentido proteger o clube de aventureiros que se façam sócios à pressa para porem a mão no pote? Não faria sentido o clube exigir determinados anos de associado para que alguém pudesse ser presidente ou diretor? A blindagem dos estatutos não deveria ser uma prioridade antes de se discutir se queremos SAD ou não?
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