Não existe melhor bálsamo para uma desilusão desportiva, como uma vitória. O Rio Ave entrou igual a si próprio, nas virtudes e defeitos, para este jogo. Apenas duas alterações ao onze, uma forçada pela transferência de Rúben Ribeiro com a entrada de Barreto e a saída de Nélson Monte para a entrada de Marcão. Posse de bola, circulação, mudanças de flanco. Fomos para o intervalo a vencer justamente com uma jogada de Lionn pela direita, com este a entregar a Geraldes que assiste Guedes para o primeiro da partida. Justo!
Segunda parte, mais do mesmo, jogo perfeitamente controlado e em mais uma situação igual a tantas outras na nossa forma de sair a jogar desde a defesa, Tarantini após Pelé ter movimentado o esférico após um livre, erra um passe que dá o golo adversário. Seria apenas um pequeno erro noutra zona do campo qualquer, sem qualquer consequência, mas naquele local normalmente é fatal. E vamos continuar a sofrer enquanto optarmos por este risco e o assumirmos, porque ali errar é a "morte do artista". Ainda assim, depois do que aconteceu na quarta e mais esta fatalidade do golo, a equipa não esmoreceu mas o jogo partiu. Deixámos de o ter controlado e o resultado poderia cair para qualquer lado. E foi quando parecia que o empate seria o resultado final que Geraldes numa excelente execução de um livre marcou o golo da vitória.
Coisas do futebol!
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