Foi um Domingo duro, mais um! Depois das goleadas em Portimão e Lisboa, intercalados por uma vitória caseira, nova goleada. Confesso que não jantei. Se havia coisa que não tinha era apetite.
Muito se tem discutido sobre a nossa postura e disposição em campo, sendo que, a nossa congruência tem dado mau resultado na casa dos chamados "grandes". Claro que não era a meter o autocarro em frente à nossa baliza que nos faria trazer pontos, mas pedia-se um ajustamento perante a valia do opositor, ainda que, sem alterar de forma significativa a nossa forma de jogar. Assim como nos temos apresentado, é um regalo para os adeptos dos "estarolas" e um bálsamo para estes balneários amargurados por aventuras Europeias mal sucedidas. Mas as culpas, hipotéticas, até porque posso estar a ver mal as coisas, no que concerne ao treinador ficam por aí. Até porque pareceu-me que os nossos laterais subiram muito menos do que o costume de forma a dar mais consistência defensiva.
Qual a culpa de um treinador, que vê a sua equipa permitir ao primeiro ataque adversário chegar ao golo? Qual a culpa do treinador que vê os seus atletas perderem os duelos individuais nas bolas paradas? O Rio Ave sofreu três golos assim, podendo nós juntar um quarto por autogolo.
Sou obrigado a concordar com a análise do Miguel Cardoso quando diz que a nossa derrota não se deveu à forma romântica de abordar o jogo. O Rio Ave perdeu porque não foi competente na entrada para o jogo, porque voltou a perder os duelos individuais nas bolas paradas e porque foi infeliz num lance que deu autogolo. Não fomos tão criativos, nem chegamos tantas vezes à baliza do adversário como noutros jogos? Faltou o tal envolvimento dos laterais para nos dar mais profundidade ofensiva, presos lá atrás para evitarem o desastre.
Certo é que estes "culpados" (ainda) são os responsáveis por mantermos o 5º lugar em nossa posse a doze jornadas do fim.
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