(nota prévia: das várias vezes que caminhei pelas montanhas e deserto de Marrocos, uma coisa que era muito usual de assistir, era a canalha receber-nos de mão estendida com um “bom jour, bombom?” ou “bom jour, crayon?” ou ainda “bom jour, savon?”.
Havia avisos dos mais velhos de que a canalha tinha o vício de pedir coisas aos turistas mas que estes deveriam evitar dar “souvenirs” para não os habituarem a tornarem-se pedintes).
Voltando à empatia e às camisolas, é notória a falta de empatia entre jogadores e adeptos mas o problema não me parece que esteja nos adeptos mas sim nos jogadores.
Umas das justificações (oficiosas) que ouvi sobre este assunto, da aparente frieza ou indiferença dos jogadores, foi a de que os adeptos pedem muitas camisolas.
As camisolas Adidas podem até ser caras e não abundarem porque o fornecedor não dá conta do recado (como se vê pelos equipamentos da época passada que que as equipas da formação e do futsal ainda vestem) mas esta falta de empatia vem desde os tempos da Lacatoni, quando as camisolas não eram tão caras e supostamente não haveria falta delas.
Recordo-me por exemplo do jogo da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal 2009/10 jogada no Porto.
Nós aqui no blogue distribuímos por nossa iniciativa bilhetes (à semelhança do que havíamos feito na eliminatória anterior em Braga) para os nossos sócios irem ao Porto apoiarem a equipa, apesar de na 1ª mão em casa termos perdido por 1-3.
Nesse jogo da 2ª mão fomos goleados por 4-0 e no final do jogo apenas um jogador veio agradecer o apoio dos adeptos junto à rede enquanto os outros “fugiram” para os balneários. Claro que esse jogador só poderia ser o capitão André Vilas Boas.
É claro que depois houve “piçada” no balneário, como viemos a saber durante a viagem de regresso de metro.
Parece que há gente que aguenta melhor os elogios do que as críticas negativas, chegando mesmo ao ponto congeminarem (jogadores e responsáveis) “um virar de costas” aos adeptos que os fossem receber ao aeroporto depois de um apuramento in extremis para a Liga Europa na Madeira, porque não gostaram desta ou daquela crítica,
Por isso um conselho que dou aos jogadores e restante staff técnico e directivo, é que façam como eu:
- quando a canalha vem pedir “bombom”, "crayon” ou "savon” não ofereçam nada mas saúdem sempre a pequenada.
Um sorriso simpático e um acenar junto às redes não custa nada e faz bem às relações humanas (mesmo que depois vocês ofereçam camisolas Adidas aos adeptos adversários quando jogamos fora)
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