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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Não bate a letra com a careta

O treinador do Rio Ave, Miguel Cardoso, numa das últimas declarações públicas disse que "aconteça o que acontecer até ao final da época, será uma época histórica, um campeonato brutal, muito acima dos objectivos que foram definidos". Eu pelo menos gostaria que assim fosse e temos todas as condições para tal, mas não é aconteça o que acontecer. Imaginemos que não ganhamos mais nenhum jogo até ao final, ou que faremos até, mais três ou quatro pontos. O que teria esta época de histórico e brutal quando comparado com outras?
Miguel Cardoso parece ambicioso e com vontade de quebrar recordes mas para o fazer terá que fazer algo de extraordinário para igualar a melhor classificação de sempre. Para superar as últimas 5 épocas só mesmo uma reta final hercúlea. Senão vejamos:

Nuno Espírito Santo: Na primeira época fez 6º lugar no campeonato terminando à frente do Sporting.
Na segunda época, o Rio Ave chegou à final da taça da Liga e da taça de Portugal e consequentemente para a supertaça. Conseguiu a primeira qualificação Europeia para o Rio Ave.

Pedro Martins: Qualificou o Rio Ave para a fase de grupos da Liga Europa ultrapassando uma pré-eliminatória e o play-off.
Na segunda época fez 50 pontos no campeonato e concretizou o segundo apuramento Europeu.

Luís Castro: Não iniciou a época tendo substituído Capucho numa altura que o Rio Ave estava numa espiral recessiva. Ainda assim, o Rio Ave fez 49 pontos e ficou a um do terceiro apuramento Europeu.

Um exercício mais apurado levava-nos aos anos 80, ao 5º lugar de Mourinho, à final da taça de 84 e outras épocas históricas, em que nesse tempo sim, tudo o que se conseguia era brutal com as nossas condições da altura.
A última vez que jogamos na Europa

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