Para começar a falar do nosso míster estou à vontade para dizer que não embarquei naquelas vozes que diziam que não era treinador para o nosso Rio Ave. Sempre disse que este técnico não era o "pior do mundo" quando cá chegou, mas também não afirmo agora que é o melhor. Para se avaliar um trabalho é necessário dar tempo ao tempo e deixar as pessoas trabalharem. Claro que a eliminação precoce da Liga Europa em nada ajudou José Gomes na sua imagem perante os adeptos.
Posto isto, pareceu-me que a equipa técnica quis começar a época com os atletas que já cá estavam em épocas anteriores depois de tantas entradas no plantel. Por isso muita gente estranhou ver atletas que eram segundas linhas no passado a aparecerem no onze titular-Nadjack, Leandrinho, Gabrielzinho- a que se juntavam os consagrados Monte, Tarantini e Diego Lopes e até Makaridze que fez a segunda volta da época passada mas no banco. Estava ali uma base para se começar porque tudo o resto era novo, da equipa técnica ao restante plantel. Dois jogos com os Polacos, mais dois da taça da Liga e cinco jornadas decorridas e já José Gomes começou a ajustar as suas opções ao que pretende da equipa. Dos nomes que referi em cima já só vimos neste jogo dos Açores Gabrielzinho(será uma questão de tempo até desaparecer do onze inicial?), Diego Lopes e Monte, que refeito de lesão jogou os últimos 10 minutos. Mais algumas jornadas, com os regressos de alguns lesionados e a base da equipa mais sólida e já poderemos fazer uma avaliação mais justa deste treinador. Uma coisa é certa: 10 pontos à 5ª jornada é muito abonatório em favor do nosso míster.

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