Comecemos pelo pior. O futsal desceu! A equipa que nas últimas 4 jornadas havia conseguido 9 pontos, desceu. Desceu porque esses mesmos 9 pontos foram mais do que todos os que haviam sido amealhados em todo o restante campeonato. Foram briosos, deram tudo pela camisola e emblema, mas não chegou. Olhos no futebol e ouvidos(olhos no telemóvel?) naquilo que se desenrolava no futsal. Por momentos a esperança tomou conta de nós, mas logo de seguida, deparámo-nos com a realidade. O Benfica goleava por 6-2, caindo a utopia da manutenção por terra. Isto é desporto, alguém tem que ser campeão e alguém tem que descer. Penso, na minha humilde opinião e com os princípios consagrados por Pierre de Coubertin, que é meu dever aparecer no pavilhão no próximo Domingo, de forma a aplaudir o esforço e tenacidade dos nossos atletas. Poderão cair, mas de pé!
Quanto à estrutura do clube é altura de refletir sobre aquilo que correu mal de forma a colocar o futsal no patamar mais alto da modalidade o mais rápido possível.
O prato forte do fim de semana, era o jogo que opunha o Rio Ave ao VSC para a primeira Liga. Históricamente, principalmente nos últimos anos, o Rio Ave não tem sorte com este adversário e olhando à sequência de resultados da equipa só se poderia esperar o pior. Surpresa das surpresas, o treinador mexeu fortemente no onze, as peças que entraram brilharam de forma bem cintilante e o Rio Ave venceu, afastando(de vez?) o espectro de descida. A atitude da equipa foi completamente diferente da que foi apresentada nos últimos tempos e na bancada ouvia-se por diferentes vozes, que perante aquela atitude guerreira e independentemente do resultado, a equipa mereceria aplausos. Claro que, com a qualidade dos jogadores aliado aos 200% que deram em cada lance, só a vitória poderia ser o resultado. Porquê que esta atitude não foi transversal a todo o campeonato?
Saúdo o sempre criticado Tarantini, o melhor na alma e na raça, mostrando que um rioavista nunca verga. Saudar o não menos criticado Júnio Rocha que fez a melhor exibição com a nossa camisola.Os regressos de Dala e especialmente do melhor em campo, o nosso Nuno Santos, foram os apontamentos mais positivos de uma tarde que foi um hino ao Desporto e que contagiou a bancada cheia de rioavistas.
Próxima paragem Jamor!
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