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quinta-feira, 13 de julho de 2023

A necessária blindagem estatutária

Já tornei público que sou conta a constituição de uma SAD ou de termos directores eleitos remunerados pelo Clube (mas neste tópico defendo, e defendi numa AG, que deveríamos por exemplo menos vogais na direcção e directores remunerados pela SDUQ, não se demitindo do Clube, mas suspendendo o seu mandato, e a discussão pública (pública, mas apenas aberta aos sócios) dos Estatutos poderia ter sido benéfica nestes pontos.

É sabido que houve uma revisão estatutária do nosso Clube, entretanto interrompida (infelizmente interrompida), que previa alterações tais como o do nosso Clube ser directa ou indirectamente accionista maioritário de uma possível constituição de SAD e também previa alterações como a possibilidade dos directores eleitos poderem ser remunerados pelo Clube (proposta apresentada aos membros eleitos, mas retirada aquando da apresentação da proposta dos Estatutos aos sócios.

E toco neste assunto porquê? Porque pode ter passado despercebido à maior parte de nós, mas nos últimos dois dias saíram algumas notícias sobre alterações estatutárias ou de recompras de acções de SAD noutros clubes.



Notícia 1: será apresentada e votada pelos sócios do Porto clube a impossibilidade de investidores externos deterem no conjunto a maioria da Porto SAD;
Notícia 2: será apresentada e votada pelos sócios do Benfica clube a possibilidade dos directores eleitos poderem ser remunerados e de limitar até três mandatos os titulares dos cargos de presidentes dos órgãos sociais do clube;
Notícia 3: o clube Sanjoanense voltará a ter a totalidade da SAD (o clube detinha 35% das acções).

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