Nuno Santos foi júnior do Rio Ave e tive a oportunidade de nessa época acompanhar a equipa nos jogos em casa de forma assídua. Nuno Santos foi contemporâneo de Monte e Silvério que ainda cá estão ou de Kiki que assinou agora pelo Feirense. Fez uma época fantástica, com muitos golos que ajudou o Rio Ave a lutar pelo título até ao fim. Esquerdino, jogou quase toda a época na direita do ataque de forma a aproveitar o forte e colocado pé esquerdo que tantos golos rendeu. Terminada a época saiu do Rio Ave para integrar a equipa de sub-19 do Benfica, passando depois pela equipa B, tendo feito até dois jogos pela equipa principal. O azar bateu-lhe à porta com uma complicada lesão num joelho, tendo reaparecido na época passada no V.Setúbal emprestado pelos encarnados.
A dúvida não está na sua qualidade, que me parece inquestionável, está no valor que lhe foi atribuído pela comunicação social e rotulado pelos sócios e adeptos como a contratação mais cara da história do nosso clube. Normalmente esta pressão sobre os jogadores e as expectativas criadas em volta do factor custo/qualidade não costuma dar bom resultado. Sabemos que as plateias são cruéis e à mínima falha o valor monetário do atleta virá sempre à baila.
Nota: No discurso de apresentação estar já a falar em saltos não me parece boa política. O atleta vem para um clube histórico, um dos mais pontuados da história do futebol Português e que vai participar pela 24ª vez na 1º divisão/Liga, só tem que pensar que ao chegar aqui tem que trabalhar em prol de um clube em que existem milhares de atletas que não se importavam de trocar de lugar e vestir esta camisola. Somos um clube grande, não somos um clube trampolim. Se no final o trabalho for bom e se se valorizar é natural que venham clubes mais endinheirados buscar as pérolas, mas isso tanto serve para o Rio Ave como qualquer outro da Liga Portuguesa.
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