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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Um tiro no pé (actualizado)

  1. a promoção por parte do nosso Clube de acções de solidariedade, principalmente na altura do Natal, são sempre bem-vindas e de louvar;
  2. mas condicionar o acesso dos sócios ao jogo do próximo sábado com uma acção de solidariedade OBRIGATÓRIA isso já é outra coisa;
  3. só pratica a solidariedade quem quer e quem não quer a isso não pode ser obrigado ainda para mais desconhecendo-se a legalidade fiscal da tal “Comunidade Vicentina de Vila do Conde”;
  4. que se saiba, as quotas têm os actuais valores porque no passado os sócios reunidos em Assembleia votaram o fim do bilhete suplementar ou do “bilhete do jogo do dia” e optaram por aumentar o valor das quotas de forma a superar esse bilhete suplementar;
  5. também desconhece-se se existem sócios isentos desta BOA ACÇÃO OBRIGATÓRIA como por exemplo sócios menores ou sócios que pagam quota social;
  6. num jogo da 1ª liga obrigar o acesso dos sócios mediante a troca de um quilo de arroz por exemplo não é diferente se daqui para a frente a direcção começar a obrigar os sócios ao pagamento de bilhete de jogo, nem que seja por um euro;
  7. da minha parte recuso-me a alinhar neste tipo de BOAS ACÇÕES OBRIGATÓRIAS porque estou em crer, à semelhança de certas campanhas de angariação e manutenção de sócios levadas a cabo ultimamente, estas vão contra ao que está estatutariamente estipulado, que é cobrar ingresso aos sócios nos jogos da 1ª Liga. Mas não será por isso que deixarei de estar presente no jogo de sábado; 
  8. e estou curioso para saber os números da próxima assistência em casa. Se o facto de jogarmos às 16h00 de sábado, com o jogo a passar na TV, ou facto desta campanha levará a uma acentuada diminuição sócios e adeptos.
(adenda) quando vi a notícia pela primeira vez e antes de a ler na íntegra ainda pensei que por cada alimento que um sócio doasse, receberia um bilhete para distribuir por adeptos amigos e até disse cá para mim “eis uma boa ideia”;
mas não, não foi isso que foi levado em conta;
a cabecinha pensadora que engendrou esta boa acção obrigatória dá a entender estar mais interessado na (contínua?) redução do número de sócios mais antigos por motivos que ainda não foram dados a conhecer…

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