total de 821 jogos na 1ª Divisão/Liga / 917 pontos conquistados na 1ª Divisão/Liga / 860 golos marcados na 1ª Divisão/Liga
FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL: 1/MAIO /1984 e 18/MAIO/2014 FINAL DA TAÇA DA LIGA: 7/MAIO/2014 FINAL DA SUPERTAÇA: 10/AGOSTO/2014
TÍTULOS 2ª DIVISÃO/LIGA 1985/86; 1995/96 e 2002/03 3ª DIVISÃO 1976/77 3º MELHOR CLUBE PORTUGUÊS (IFFHS) 2014

LIGA NOS 2019/20 05/JAN 15h00 15ª jornada Rio Ave FC - Marítimo 11/JAN 15h00 16ª jornada Santa Clara - Rio Ave FC 18/JAN 16h00 17ª jornada Rio Ave FC - Boavista
LIGA EUROPA 02/AGO 20h00 2ª mão Rio Ave FC - Jagiellonia Bialystok TAÇA DE PORTUGAL 27/DEC h 5ª eliminatória Marinhense - Rio Ave FC TAÇA DA LIGA 21/DEC 15h00 3ª fase 3ª jornada Rio Ave FC - Gil Vicente

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

O próximo capitão (IV)


Após a reforma forçada do Carlos Brito em 1995/96, até à época 2008/09  o nosso Clube conheceu de “forma intermitente” quatro capitães, Sérgio China, Gama, Niquinha e Peu. Ora agora ora outro depois assim foi-se alternando o dono da braçadeira

Sempre pensei que Gama fosse o herdeiro inequívoco mas coisas de balneário que da bancada não são percetíveis levaram-nos a uma fartura de capitães mas que sempre honraram o Clube e um desses foi o Niquinha que finalmente viu interrompida a sua ligação de 12 épocas na época 2008/09.

Ainda há coisa de um mês o Duarte assumiu numa tertúlia que sentiu orgulho quando via o Niquinha entrar em campo com a (sua) camisola 5 e a braçadeira mas sobre ele escreveu certa vez o Bruno Prata no Público que  o “Niquinha foi visto durante vários anos como o ‘capitão’ e líder do Rio Ave, mas a sua personalidade criava várias antipatias junto de muitos dos colegas e até de dirigentes...”.

Como escrevi antes “como sócio e adepto habituei-me desde sempre a avaliar dabancada o desempenho de jogadores” e da bancada não tenho nada a apontar de negativo ao Niquinha e foi por isso que a sua despedida de cá só pode envergonhar as duas partes, principalmente quando se apanha por acaso um jogador que vestiu a nossa camisola durante 12 anos a secar na secretaria por um papel para o subsídio de desemprego.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O próximo capitão (III)


Volvidas 10 épocas, mais concretamente na época 1995/96, o fantasma Duarte volta a pairar sobre a minha cabeça pois foi com tristeza - e revolta - que assisti ao fim abrupto da carreira do Carlos Brito após 6 épocas connosco. Liderou a equipa que nos fez regressar à 1ª divisão após 8 anos a penarmos pelas 2ªs divisões e sempre considerei por isso que era jogador para nos representar pelo menos mais uma/duas épocas. O convite para integrar a equipa técnica liderada pelo Henrique Calisto pareceu-me demasiado amargo mas por obra do destino acabaria por ficar para sempre ligado a nós como o treinador que mais jogos orientou a nossa equipa no escalão maior. Ainda esperei que com a venda dos "quatro craques" e com algumas contrariedades que entretanto assolaram o plantel ainda voltasse a vestir a camisola tal como foi noticiado em alguns jornais. Mas tal nunca veio a acontecer.

Mas também há exemplos felizes como o do Gama que retirou-se na época 2006/07 completando 15 épocas de caravela ao peito. Todos sabíamos que era a última época e o João Eusébio proporcionou-lhe uma despedida debaixo dos aplausos dos sócios e adeptos. Acredito mesmo que houve que se deslocasse propositadamente ao Estádio nessa última jornada apenas para o aplaudir depois de termos esbanjado 8 pontos de vantagem sobre o terceiro classificado em apenas 3 jogos numa época que muitos de nós deseja esquecer.
(cont.)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Imprensa do dia

RECORD
João Tomás vence Prémio Betclic
AVANÇADO FOI O MELHOR EM NOVEMBRO
João Tomás foi o vencedor do Prémio Jogador do Mês/Betclic, iniciativa do Sindicato de Jogadores Profissionais. O avançado do Rio Ave, aos 34 anos, foi o que mais se destacou em novembro, à frente de Moisés (Sp. Braga) e Manu (Marítimo). Fábio Faria (Rio Ave) venceu o Prémio "Juventude do Mês/Holmes Place".

Equipa atinge os 500 jogos na Liga em Guimarães
MARCO HISTÓRICO DO CLUBE
O Rio Ave vai atingir em Guimarães, sábado, o seu 500.º jogo na Liga principal. Um marco histórico para um clube que se estreou no principal escalão do futebol português em 1979/80 e que, de então para cá, já conseguiu somar 16 participações na Liga para o seu currículo.
Relativamente à preparação da partida com os minhotos, o treinador Carlos Brito já tem à disposição o avançado Bruno Fogaça, que se encontra a caminho da recuperação total da lesão muscular que o tem afastado da competição há mais de um mês.
Por outro lado, o treinador adjunto, Lúcio Pereira, tem estado ausente dos trabalhos do plantel por se encontrar em casa em convalescença de uma gripe que o mantém recolhido desde a semana passada.
Autor: L.L.

O JOGO
Guimarães será palco do jogo 500
Numa altura em que se encontro num espectacular 5º lugar da Liga Sagres, no próximo sábado o Rio Ave tem outro motivo para festejar. A visita ao terreno do Guimarães vai marcar o jogo 500 do clube vila-condense no escalão maior do futebol português, algo que, para já, apenas vinte outros emblemas alcançaram. Significativo. Desde a temporada de estreia em 1979/1980, e em 16 presenças no principal campeonato, o Rio Ave efectuou, até ao momento, 499 jogos, obtendo 142 vitórias, cedido 146 empates e sofrido 211 derrotas.
FILIPE PEREIRA

A BOLA
Tarantini reintegrado
O plantel do Rio Ave regressou esta manhã ao trabalho, após a vitória no passado domingo diante do Marítimo, que colocou a equipa de Carlos Brito no quinto posto do Campeonato.
A nota de principal destaque vai para a reintegração nos trabalhos do plantel de Tarantini, que tinha apresentado febre no último treino antes da partida para a Madeira.
Desta forma, Bruno Fogaça (em trabalho específico de recuperação) e Valdir (limita-se a efectuar corrida no relvado) são as únicas baixas para o técnico dos vilacondenses, eles que estão já arredados da competição há várias semanas.
O treino, de resto, foi mais leve para os jogadores utilizados diante do Marítimo, prevendo-se que a preparação para a partida com o V. Guimarães, no próximo sábado, intensifique na sessão agendada para a manhã desta quarta-feira.
Por Nuno Pedro Fernandes

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Imprensa do dia

RECORD
João Tomás espera renovação
AVANÇADO TERMINA CONTRATO EM JUNHO DE 2010
Os 5 golos marcados nas quatro últimas jornadas da Liga Sagres - 6 tentos no total - fazem de João Tomás o jogador em maior evidência no Rio Ave, assim como o melhor marcador do campeonato nascido em Portugal. A julgar pela folha de serviços do ponta-de-lança é expectável que os dirigentes vila-condenses avancem para a renovação de contrato, mas, até à data, tal não aconteceu. O vínculo é válido até junho de 2010...
Autor: A. M.

Rio Ave correu mais mas rematou muito menos
AS ESTATÍSTICAS DO JOGO REALIZADO NO DRAGÃO
Os jogadores do Rio Ave percorreram mais 5564 metros do que os do FC Porto, num jogo em que os atletas do Dragão remataram por 33 ocasiões, contra 13 dos vila-condenses.
O guarda-redes Carlos foi um dos jogadores mais em evidência, tendo realizado 12 defesas, contra apenas duas do homólogo do FC Porto.
Os jogadores do Rio Ave percorreram no total 103 748 metros, mais 5564 metros do que os do FC Porto (98 184), isto com uma velocidade média de 7,1 km/h, contra 6,8 km/h dos dragões.
O avançado Bruno Gama foi o jogador que mais correu, com um total de 10 621 metros, a frente de Wires (10 401) e André Vilas Boas (10 275). O médio Fernando foi o jogador com mais quilómetros do lado do FC Porto, com 10 030 metros. Capítulo em que os jogadores do FC Porto se destacaram foi nos "sprints", com os laterais Álvaro Pereira e Fucile a realizarem 17 e 15, respetivamente. O também lateral Zé Gomes, com 14, foi, neste aspecto, o melhor do Rio Ave.

FC Porto Beto 5026; Bruno Alves 9054; Guarín 692; Falcao 9949; Hulk 9267; Fucile 9682; Álvaro Pereira 9773; Maicon 8857; Varela 2851; Farías 2651; Fernando 10 030; Raúl Meireles 9793; Belluschi 7453 e Cristián Rodríguez 7176. TOTAL 98 184.
Rio Ave Carlos 5436; Gaspar 9110; Wesllem 596; João Tomás 9947; André Vilas Boas 10 275; Chidi 3090; Zé Gomes 9904; Fábio Faria 9325; Silvio 9903; Bruno Gama 10 621; Tarantini 9688; Vítor Gomes 1244; Sidnei 7533 e Wíres 10 401. TOTAL 103 748.

A BOLA
O médio André Serrão e o avançado Bruno Fogaça deram passo em frente nos respectivos processos de recuperação, tendo esta manhã efectuado corrida no relvado. Porém, naquela que foi a primeira sessão de trabalho após o jogo com o FC Porto, o técnico Carlos Brito não pôde contar com Sidnei, Vítor Gomes, Pedro Trigueira e Valdir.
Sidnei terminou o jogo com o FC Porto com queixas no adutor direito, pelo que esta manhã esteve sob repouso e tratamento. Já Vítor Gomes também não integrou o trabalho colectivo, devido a luxação no ombro esquerdo, que o obrigou a ser substituído aos 11 minutos do jogo do passado domingo.
Já a causa para as ausências de Pedro Trigueira e Valdir prende-se com o facto de se terem apresentado com sintomas gripais, situação que também ocorreu com o treinador-adjunto Lúcio Pereira. Os três estão medicados e foram aconselhados a recolher a casa.
Por Redacção

Médio e avançado saíram lesionados do Dragão e podem estar em risco para o jogo com o Belenenses.
Vítor Gomes e Sidnei estão em dúvida para o encontro com o Belenenses. O médio e o avançado brasileiro saíram lesionados do duelo no Estádio do Dragão, mas só hoje se saberá a verdadeira extensão dos respectivos problemas.
A contas com uma luxação no ombro esquerdo, o caso de Vítor Gomes parece ser o mais preocupante. O médio, que nos últimos nove jogos para a Liga foi titular em sete, teve que ser substituído frente ao FC Porto aos 11 minutos.
Quanto a Sidnei - que foi sempre titular para a Liga, tendo apenas falhado as partidas com Paços e Académica, por se encontrar indisponível - saiu da partida com o FC Porto com queixas na perna direita. Apesar da derrota, o Rio Ave reforçou, no Dragão, a ideia de que se encontra num bom momento. A recepção ao Belenenses parece ser excelente oportunidade para que o conjunto vila-condense retome um lugar próximo do acesso europeu.
Por Germano Almeida

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Lúcio Pereira

Depois dos posts sobre os Estádios do Rio Ave e do Quinito deixamos hoje mais um trabalho desenvolvido pelo Alberto de Castro do blogue (agora site) Glórias do Passado, desta vez sobre o nosso técnico-adjunto Lúcio Pereira. É feita principalmente uma retrospectiva da sua carreira enquanto jogador. Como treinador e no que se refere apenas ao Rio Ave F.C., o Lúcio Pereira veio como adjunto do Henrique Calisto na época 94/95 quando este substituiu o Jaime Pacheco no comando da nossa equipa. No ano a seguir esta dupla à frente do nosso Clube consegue a tão desejada subida ao fim de alguns anos a penarmos nas divisões secundárias. Na época 96/97, apesar do futebol agradável e da falta de sorte ou inexperiência, o treinador Henrique Calisto é substituído no comando dos nossos destinos pelo também adjunto Carlos Brito iniciando-se assim uma das duplas técnicas mais duradouras no futebol português. O resto da história é bem conhecida.

Lúcio foi inegavelmente um dos bons guarda-redes portugueses na sua época, atingido assinalável notoriedade, pese embora o facto de nunca ter jogado num clube de grande dimensão. Também por isso, as qualidades deste guardião português, que atravessou toda a década de 80 são de facto de assinalar, pois actuando em clubes como Leixões SC, Varzim SC e FC Tirsense, conseguiu, mesmo assim, chegar às selecções nacionais, sendo, durante algum tempo, regularmente convocado, representando Selecção Nacional Olímpica e, por uma vez, a principal Selecção de Portugal.
Eduardo Lúcio Esteves Pereira nasceu no dia 1 de Setembro de 1954 em Leça da Palmeira na cidade de Matosinhos. Evidenciou-se na posição de guarda-redes e surge integrado no plantel principal do clube da sua cidade, o Leixões SC, em meados da década de 70.

(Leixões SC na decada de 70)
É o titular da baliza leixonense a partir da época de 1975/76, com o treinador Raul Oliveira. Naquela altura, com a equipa do Leixões SC a militar na 1ª Divisão Nacional, Lúcio tinha como concorrente ao seu lugar o guarda-redes Serrão, com quem, de alguma forma, alternava a titularidade.
Em 1976/77 chegou à equipa do Leixões SC outro guarda-redes de qualidade e muito experiente no futebol português. Pedro Benje “roubou” a titularidade da baliza da equipa de Matosinhos a Lúcio, que apenas alinhou em 3 partidas do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da temporada de 1976/77.

(Lúcio no Leixões SC)
Esta temporada foi todavia aziaga para a formação leixonense que devido ao seu penúltimo lugar na tabela classificativa foi relegada à 2ª Divisão Nacional. Foi neste escalão do futebol português, concretamente na Zona Norte e ao serviço do Leixões SC que Lúcio passou o 5 anos seguintes da sua carreira.
As notícias que chegavam das partidas da 2ª Divisão, era que Lúcio, o guardião do Leixões SC, se tratava de um excelente guarda-redes, que ia ganhando maturidade suficiente para defender as balizas de um clube da 1ª Divisão Nacional.

(Caricatura de Lúcio no Leixões SC)
É assim que ingressa no Varzim SC do primeiro escalão do futebol português na temporada de 1982/83, pela mão do treinador José Torres. Permanece 6 anos consecutivos ao serviço dos varzinistas, integrando as equipas dos anos de ouro daquele clube. Lúcio é, naturalmente, um dos nomes grandes da história do clube poveiro.
Logo na sua primeira época no Varzim SC, em 1982/83, Lúcio é totalista da equipa no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, não dando chances a qualquer um dos guarda-redes integrantes do plantel.

(Lúcio no Varzim SC na época de 1982/83)
É totalista também no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época seguinte de 1983/84 e praticamente sempre titular na baliza do Varzim SC na temporada de 1984/85, aqui treinado por um antigo companheiro de equipa, o vimaranense José Alberto Torres, mas onde a equipa varzinista não conseguiu, porem, atingir o objectivo da manutenção no primeiro escalão do futebol português. Lúcio, apesar de tudo, foi o melhor jogador do Varzim SC no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.
Joga na 2ª Divisão Nacional na temporada de 1985/86 ao serviço do Varzim SC, mas de forma efémera, pois logo nessa época a equipa poveira consegue o regresso à 1ª Divisão Nacional.

(Caricatura de Lúcio)
Nas épocas de 1986/87 e 1987/88 o Varzim SC disputa o Campeonato Nacional da 1ª Divisão, liderado por Henrique Calisto. Sobretudo na primeira destas temporadas a equipa do Varzim SC foi destaque na competição, com um futebol de invulgar espectacularidade e com um guarda-redes praticamente intransponível.
Lúcio defrontou dezenas de vezes o Vitoria SC, ao serviço do Leixões SC, do Varzim SC ou no FC Tirsense, quer em jogos oficiais quer em jogos particulares, de onde se destaca, naturalmente, as partidas disputadas entre os vimaranenses e os varzinistas no Torneio de Verão da Povoa do Varzim.
Revelou-se sempre um grande obstáculo nos jogos com o Vitoria SC. Destaquemos o confronto realizado entre Varzim SC e o Vitoria SC na 3ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da temporada de 1986/87. Nessa partida o resultado cifrou-se num empate a 1-1, em grande medida devido à actuação de Lúcio, que impediu vezes sem conta o golo à equipa do Vitoria SC.
O jogo realizou-se no Estádio da Povo do Varzim sob arbitragem de Veiga Trigo da A.F. Beja em pleno verão do ano de 1986. A equipa do Varzim SC alinhou com a seguinte formação: Lúcio na baliza; uma defesa composta por Vitoriano, Brito, Quim e Lito; um meio campo com José Maria, Soares, Miranda e Manuelzinho e, no ataque, Vata e Lufemba, as coqueluches da equipa.
O Vitoria SC, treinado por Marinho Peres, apresentou na baliza o guarda-redes Jesus; a defesa com Costeado, Miguel, Nené e Carvalho. O meio campo foi composto por Nascimento, N´Dinga e Adão e, no ataque, Paulinho Cascavel, Ademir e Roldão.
Foi um bom espectáculo de futebol, sem grande qualidade técnica é verdade, mas bem disputado e combativo. Na primeira parte o Vitoria SC dominou completamente o encontro dispondo de varias oportunidades de golo, teimosamente negadas pelas majestosas intervenções de Lúcio, o guarda-redes poveiro.
Na segunda metade o Varzim SC adiantou-se no marcador um pouco contra a corrente do jogo. Após um deficiente lançamento de linha lateral pelo vitoriano Carvalho, o médio do Varzim SC Miranda cruzou para a área onde surgiu Manuelzinho a rematar para a defesa incompleta de Jesus e na recarga Lufemba a facturar.
O Vitoria SC foi em busca do golo da igualdade, que surgiu poucos minutos depois, por intermédio de N´Dinga a responder eficientemente a um cruzamento de Adão. A partir de então o Vitoria SC tentou adiantar-se no marcador, dispondo de três soberanas ocasiões para conseguir, todas elas através de Paulinho Cascavel.
Em duas dessas oportunidades foi o guarda-redes varzinista Lúcio que evitou o golo ao avançado brasileiro do Vitoria SC e a última, foi o poste da baliza, que rechaçou um colocado remate de Paulinho Cascavel na cobrança de um livre frontal à baliza do Varzim SC.

(Varzim SC na temporada de 1986/87)
Brilhante 7º lugar a classificação do Varzim SC na época de 1986/87, altura em que Lúcio era presença assídua nos trabalhos da Selecção Nacional. Nesta altura, era o suplente na Selecção Nacional do guarda-redes vitoriano Jesus.
Concretizou a sua 1ª e única internacionalização pela selecção principal portuguesa no dia 5 de Dezembro de 1987, no mítico Estádio de San Siro na cidade de Milão. Portugal defrontava a congénere italiana num desafio importante para o apuramento para o Euro 88.
O titular dessa partida na baliza da selecção lusa foi o vitoriano Jesus. Ocorre que este sofreu uma lesão impeditiva de continuar em campo e nesta altura é substituído por Lúcio que defende praticamente todo o encontro.
Portugal, treinado naquela altura por Juca encontrava-se bastante fragilizado pelos castigos impostos aos melhores jogadores portugueses por causa do caso Saltilho. Acabou derrotado por 3-0, com os golos, sofridos por Lúcio, apontados por Vialli, Giannini e De Agostini.
A época de 1987/88 foi a ultima temporada de Lúcio ao serviço do Varzim SC, colocando assim ponto final a uma ligação de seis anos. Nessa época o Varzim SC voltou a não conseguir a manutenção, sobretudo após a debandada dos melhores jogares no final da temporada anterior. Nesta ultima época, Lúcio voltou a ser totalista no Campeonato Nacional da 1ª Divisão na baliza da equipa poveira.
Com 33 anos de idade, velho e conceituado, o guarda-redes Lúcio ingressa no FC Tirsense na época de 1988/89, sob o comando do Prof. Neca, na 2ª Divisão Nacional. A excelente temporada realizada pelo FC Tirsense redundou numa talvez inesperada subida à 1ª Divisão Nacional.

(FC Tirsense na temporada de 1988/89)
Já novamente na 1ª Divisão Nacional, desta feita ao serviço do FC Tirsense, Lúcio volta a estar em evidência no futebol português. Apesar da idade é considerado um dos melhores guarda-redes do futebol nacional e o melhor jogador do conjunto de Santo Tirso na fantástica temporada realizada em 1989/90.

(Lúcio)
1990/91 Será a ultima temporada de Lúcio na alta-roda do futebol português. Titular no FC Tirsense - apesar de ter alternado a titularidade na baliza com o guardião Balseiro – Lúcio, com 36 anos de idade, ainda se cotava entre os melhores. Quanto ao FC Tirsense, vitima também da debandada dos melhores jogadores no final da temporada anterior, não foi capaz também de evitar a descida à 2ª Divisão de Honra.
Terminada a carreira de futebolista profissional, Lúcio continuou e continua ligado ao futebol. Integra, como treinador adjunto, a equipa técnica lidera por Carlos Brito, trabalhando, nessa função, mais de 10 anos no Rio Ave FC, curiosamente grande rival de um dos mais importantes clubes da sua carreira como jogador – o Varzim SC.

(Rio Ave FC na época de 1996/97)
(Rio Ave FC na temporada de 1997/98)
(Rio Ave FC na época de 1998/99)
(Rio Ave FC na temporada de 1999/00)
Com Carlos Brito, Lúcio Pereira esteve ainda no CF Estrela da Amadora na época de 2000/01, no Boavista FC na temporada de 2005/06, no Nacional da Madeira em 2006/07 e, presentemente, trabalha no Leixões SC, o clube da sua cidade natal.

(Boavista FC na época de 2005/06)
(CD Nacional na época de 2006/07)
(Leixões SC na temporada de 2006/07)
(Lúcio Pereira)