total de 835 jogos na 1ª Divisão/Liga / 945 pontos conquistados na 1ª Divisão/Liga / 885 golos marcados na 1ª Divisão/Liga
FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL: 1/MAIO /1984 e 18/MAIO/2014 FINAL DA TAÇA DA LIGA: 7/MAIO/2014 FINAL DA SUPERTAÇA: 10/AGOSTO/2014
TÍTULOS 2ª DIVISÃO/LIGA 1985/86; 1995/96 e 2002/03 3ª DIVISÃO 1976/77 3º MELHOR CLUBE PORTUGUÊS (IFFHS) 2014

LIGA NOS 2019/20 05/JUL 17h00 30ª jornada Gil Vicente - Rio Ave FC 09/JUL 17h00 31ª jornada Rio Ave FC - Portimonense 13/JUL 19h00 32ª jornada Marítimo - Rio Ave FC
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Arbitragens

Como já disse, não foi pelo árbitro que não vencemos o jogo de ontem com o Braga, apesar de achar que esteve mal quer no penalty quer na expulsão.
Um dos principais problemas da arbitragem em Portugal, e não estou a referir-me especificamente ao jogo de ontem, é o critério muito apertado que a generalidade dos árbitros tem relativamente a contactos entre jogadores. Muitas vezes nem sequer há contacto e marca-se falta.
Um defesa está a proteger a bola junto à linha de fundo, se o avançado tenta chegar à bola, basta o defesa atirar-se para o chão que o árbitro marca falta. Se um jogador vai com a bola e o adversário coloca a mão no ombro, basta deixar-se cair para ganhar uma falta.
Lances divididos em que ambos os jogadores levantam os pés, é falta.
Estas e outras situações, nomeadamente simulações para enganar os árbitros, causam inúmeras paragens no jogo, quebram o ritmo e reduzem substancialmente o tempo útil.
Para além disso, o critério não é uniforme, quer em jogos diferentes, com árbitros diferentes, quer no mesmo jogo com o mesmo árbitro, bastando por vezes o lance ser dentro ou fora da área.
O árbitro deveria ser um elemento neutro do jogo, mas em Portugal não é. Os treinadores, para além de estudarem os adversários, têm que jogar também em função do árbitro. Há os que apitam tudo (João Ferreira), os que são exigentes disciplinarmente (Artur Soares Dias - quanto a mim um dos melhores na actualidade), os arrogantes (Olegário Benquerença), os convencidos (Duarte Gomes), os que embirram com umas equipas outros com outras, uns que felizmente vão passando despercebidos e no meio disto tudo também há os incompetentes (Bruno Paixão).
Sendo os critérios gerais muito apertados e em função de ser dentro ou fora da área, temos todas as semanas vários "casos" de arbitragem, porque não há coerência entre lances semelhantes.
Se como em Inglaterra se alargar o critério das faltas e da mão na bola ou bola na mão, a maior parte das paragens e das "injustiças" de arbitragem vão desaparecer, mesmo à custa de pequenas faltas que possam ficar por marcar. Pode demorar umas semanas ou meses, mas se houvesse indicações da liga para se proceder assim, a qualidade, velocidade e competitividade dos jogos do futebol português aumentaria claramente.
Cá em Portugal, só me lembro de ver Pedro Henriques a arbitrar assim e era uma lufada de ar fresco, mas mesmo tendo sido considerado um dos melhores árbitros na altura, alguém tratou de fazer com que descesse de divisão. É que este este estado actual interessa a algumas pessoas, mas não ao futebol português.




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