Um dos jogos que mais mexe com as pessoas de Chaves e do Desportivo é o jogo frente ao Rio Ave, seja em que escalão for. Ainda na época passada, no jogo disputado em Trás-os-montes se viu a forma como fomos recebidos e a "raiva" com que os seus jogadores disputavam cada lance. Os próprios meios oficiais do clube foram sempre hostis na semana que antecedeu o jogo. A própria massa associativa- e basta ler os comentários nas redes sociais- demonstra um enorme azedume para com as nossas cores. Certamente que deve-se ao facto do Rio Ave ter uma supremacia desportiva e por na época 2017/18 ter conseguido superiorizar-se aos Flavienses na conquista de um lugar Europeu. À memória transmontana surge sempre o facto de no jogo de Vila do Conde, o Rio Ave ter vencido à custa de dois penalties(bem) assinalados e que afastou quase irremediavelmente o Chaves da luta.
Outro facto histórico bem recente e favorável aos rioavistas é a subida de divisão na época passada com um concludente 3-0 no último jogo do campeonato que empurrou os flavienses para o play-off que acabou por vencer. Quem não se lembra?
Do lado do Rio Ave, também temos más memórias deles pois foi à custa dos rioavistas que chegaram pela 1ª vez à primeira divisão, relegando-nos para a segunda. Corria a época 1984/85, época a seguir ao Rio Ave ter sido pela primeira vez finalista da taça de Portugal, que o Rio Ave se viu a braços com a disputa de uma liguilha com 3 equipas da 2ª divisão, os segundos classificados das séries norte, centro e Sul. O primodivisionário Rio Ave, 13º da 1ª divisão à frente de Farense, Varzim e Vizela partia como favorito para este despique a 4. Contudo, logo na 1ª jornada o Rio Ave cai em Chaves por 3-2, nos tempos em que as transmissões dos jogos eram feitas ao microfone das rádios. Na segunda volta, empate em Vila do Conde a 1 com Baltemar Brito a desperdiçar um penaltie. Os jogos entre ambos foram decisivos porque o Rio Ave somou por vitórias os jogos frente a U. Leiria e U. Madeira tendo terminado com os mesmos 9 pontos do Chaves mas perdendo no confronto direto.
O que eu espero do jogo de segunda feira é que os nossos jogadores para além da sua qualidade individual e coletiva, é que entrem com a faca nos dentes e não se deixem intimidar. Demonstrem que não temos medo de ninguém.

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