("Para que as coisas continuem na mesma, é preciso que algo mude". Não tudo, mas algo... não era mais ou menos assim uma famosa frase do filme Leopardo?)
Ora vejamos, para a Assembleia Geral mantêm-se três dos quatro elementos (três quartos). Há uma recém-sócia que entra para o lugar de 2ª secretária.
Para o Conselho Fiscal mantém-se dois dos três elementos (dois terços). Há uma substituição no cargo de vogal.
Para a Direcção, o número de directores passa de vinte e oito para trinta. O número de vogais continua nos dezanove, mas o número de vices passa de cinco para sete.
(nota: os actuais Estatutos estipulam um número mínimo de quatro vice-presidentes e de seis vogais)
Vinte directores continuam (dois terços) e entram dez sócios para a Direcção (há a reentrada de um ex vice, agora para o cargo de presidente-adjunto, mais nove sócios que entram para a direcção. Dos sócios que entram para a Direcção, cinco deles (duas vices e três vogais) terão menos de um ano ou mesmo semanas de filiação).
Para a alteração de estatutos propus um número mínimo de anos para um sócio poder votar (1 ano de filiação) e um número mínimo de cinco anos para poderem assumir o cargo de vogal e dez anos para um sócio poder assumir o cargo de vice-presidente. Já a proposta que nos foi apresentada para o cargo de vice-presidente era proposto um mínimo de cinco anos e de três anos para os vogais.
O grave para mim é o facto de serem indicadas para os corpos gerentes para a SDUQ duas recém-sócias.
Embora os candidatos a presidentes de uma direcção possam e devam escolher pessoas da sua confiança entre o universo dos associados, “inventar” sócios de última hora para que façam parte de uma SDUQ ou SAD é algo que nunca foi feito, nem esperava que isso acontecesse.
E isto vai dar uma vantagem à candidata a presidente da Direcção pois à partida terá direito a três votos (o seu e os das novas sócias) contra um de cada dos outros dois nomes propostos para a gerência da SDUQ, pois não acredito que as recém-sócias façam nos próximos tempos uso do seu espírito crítico e independente e que alinharão sempre com quem as convidou para a Direcção e SDUQ.
É claro que há um culpado disto acontecer e esse culpado tem um nome: António da Silva Campos, o agora presidente demissionário, que foi travando a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária para se levar a cabo uma profunda alteração estatutária.
Se temia ser confrontado pelos sócios numa AG com resultados desportivos menos positivos ou de decisões da FIFA quando se deveria discutir e aprovar os estatutos, estava errado pois certamente que a mesa não permitiria tal coisa (e muito bem), nem a mesa nem muitos outros sócios (eu incluído). Agora o resultado está à vista… a não ser que tenha algo a ganhar com isto.
Quanto à pregunta que faço, parece-me claro que a lista apresentada é de continuidade, embora com a entrada de algumas caras novas e em certos casos, caras novíssimas.
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