total de 835 jogos na 1ª Divisão/Liga / 945 pontos conquistados na 1ª Divisão/Liga / 885 golos marcados na 1ª Divisão/Liga
FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL: 1/MAIO /1984 e 18/MAIO/2014 FINAL DA TAÇA DA LIGA: 7/MAIO/2014 FINAL DA SUPERTAÇA: 10/AGOSTO/2014
TÍTULOS 2ª DIVISÃO/LIGA 1985/86; 1995/96 e 2002/03 3ª DIVISÃO 1976/77 3º MELHOR CLUBE PORTUGUÊS (IFFHS) 2014

LIGA NOS 2019/20 05/JUL 17h00 30ª jornada Gil Vicente - Rio Ave FC 09/JUL 17h00 31ª jornada Rio Ave FC - Portimonense 13/JUL 19h00 32ª jornada Marítimo - Rio Ave FC
LIGA EUROPA 02/AGO 20h00 2ª mão Rio Ave FC - Jagiellonia Bialystok TAÇA DE PORTUGAL 27/DEC h 5ª eliminatória Marinhense - Rio Ave FC TAÇA DA LIGA 21/DEC 15h00 3ª fase 3ª jornada Rio Ave FC - Gil Vicente

ORGANIZAÇÕES FIFA UEFA FPF LPFP AFPORTO
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sábado, 13 de novembro de 2021

Mentalidades

 "Quando, na Primavera de 1977, ao finalizar a sua quarta época como futebolista do Rio Ave, o lateral-esquerdo Duarte celebrou o título de campeão nacional da III Divisão, após a vitória na final sobre o CD Cova da Piedade, estaria muito longe de pensar no que lhe traria a década que lhe restava até abandonar a carreira, após a celebração do título de campeão do segundo escalão, em 1986. Foram as subidas de divisão, próprias da vida de um clube como o Rio Ave, mas sobretudo um quinto lugar no campeonato maior e uma final da Taça de Portugal, que o clube perdeu para o FC Porto, mas que ficou na história devido à “saga dos barbudos” que motivou."- Duarte Sá in F80 de António Tadeia


Sobre a entrevista deixo a minha apreciação: Ao ver/ler a entrevista fica bem patente a diferença entre o Rio Ave dos finais de 70 e inícios de 80 com o Rio Ave de hoje em dia. "...a nossa final foi a meia-final"- disse o capitão Duarte a determinada altura da entrevista- diz bem da falta de ambição do clube na altura, se calhar muito por culpa de o clube estar nas primeiras temporadas de 1ª divisão. Uma diferença colossal para o Rio Ave de 2014 que jogou a final da supertaça, taça de Portugal e da Liga com grande ambição e com olhos na vitória.


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

As estreias dos nossos treinadores na 1ª Divisão

RUBEN GARCIA 1979/89 1ª jornada
Portimonense 2-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS/DUARTE/SOARES 1979/80 13ª jornada
Rio Ave FC 1-2 Boavista

FERNANDO CABRITA 1979/80 20ª jornada
Porto 1-1 Rio Ave FC

FÉLIX MOURINHO 1981/82 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 A. Viseu

QUINITO 1982/83 1ª jornada
Alcobaça 1-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS 1984/85 15ª jornada
Rio Ave FC 3-2 Braga

ANTÓNIO MORAIS 1986/87 9ª jornada
Benfica 3-1 Rio Ave FC

MÁRIO JULIATO 1987/88 1ª jornada
Sporting 4-1 Rio Ave FC

HENRIQUE CALISTO 1996/97 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 Salgueiros

CARLOS BRITO 1996/97 14ª jornada
Rio Ave FC 0-2 Gil Vicente

ANTÓNIO SOUSA 2005/06 1ª jornada
Penafiel 0-2 Rio Ave FC

JOÃO EUSÉBIO 2005/06 25ª jornada
Rio Ave FC 2-1 Belenenses

NUNO ESPÍRITO SANTO 2012/13 1ª jornada
Rio Ave FC 0-1 Marítimo

PEDRO MARTINS 2014/15 1ª jornada
Rio Ave FC 2-0 Vitória Setúbal

NUNO CAPUCHO 2016/17 1ª jornada
Rio Ave FC 1-3 Porto

LUÍS CASTRO 2016/17 11ª jornada
Vitória Setúbal 0-1 Rio Ave FC

MIGUEL CARDOSO 2017/18 1ª jornada
Rio Ave FC 1-0 Belenenses

JOSÉ GOMES 2018/19 1ª jornada
Feirense 2-0 Rio Ave FC

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Os nossos cromos (2)

Os cromos que se seguem, dizem respeito à época 1983/84. Nessa época foram emitidas pelo menos 7 colecções diferentes de cromos, entre elas esta da colecção “Futebol 84” da Disvenda. A particularidade desta colecção foi o facto dos jogadores terem sido fotografados agachados, ou de joelhos.

Esta colecção tinha 192 cromos, o que distribuídos pelas 16 equipas, dava 12 jogadores por equipa. Os nossos jogadores que apareceram nesta colecção foram: Alfredo (73), Sérgio (74), Santana (75), Samuel (76), Duarte (77), Quim (78), Adérito (79), Pires (80), Pinto (81), N’Habola (82), Casaca (83) e Brito (84).


Um aspecto curioso relacionado com a nossa equipa dizia respeito aos equipamentos de treino, que provavelmente não seriam todos fornecidos pelo Clube, pois apesar dos nossos jogadores terem sido fotografados com a camisola principal, os calções ou as calças dos factos de treino são de variadas cores e marcas como é perceptível nestes cromos, conforme se pode ver nesta reportagem da RTP feita um ano antes e que está disponível no youtube https://www.youtube.com/watch?v=x7B_upEOMWw.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

As estreias dos nossos treinadores na 1ª Divisão

RUBEN GARCIA 1979/89 1ª jornada
Portimonense 2-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS/DUARTE/SOARES 1979/80 13ª jornada
Rio Ave FC 1-2 Boavista

FERNANDO CABRITA 1979/80 20ª jornada
Porto 1-1 Rio Ave FC

FÉLIX MOURINHO 1981/82 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 A. Viseu

QUINITO 1982/83 1ª jornada
Alcobaça 1-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS 1984785 15ª jornada
Rio Ave FC 3-2 Braga

ANTÓNIO MORAIS 1986/87 9ª jornada
Benfica 3-1 Rio Ave FC

MÁRIO JULIATO 1987/88 1ª jornada
Sporting 4-1 Rio Ave FC

HENRIQUE CALISTO
 1996/97 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 Salgueiros

CARLOS BRITO 1996/97 14ª jornada
Rio Ave FC 0-2 Gil Vicente

ANTÓNIO SOUSA 2005/06 1ª jornada
Penafiel 0-2 Rio Ave FC

JOÃO EUSÉBIO 2005/06 25ª jornada
Rio Ave FC 2-1 Belenenses

NUNO ESPÍRITO SANTO 2012/13 1ª jornada
Rio Ave FC 0-1 Marítimo

PEDRO MARTINS 2014/15 1ª jornada
Rio Ave FC 2-0 Vitória Setúbal

NUNO CAPUCHO 2016/17 1ª jornada
Rio Ave FC 1-3 Porto

LUÍS CASTRO 2016/17 11ª jornada
Vitória Setúbal 0-1 Rio Ave FC

MIGUEL CARDOSO 2017/18 1ª jornada
Rio Ave FC - Belenenses

domingo, 6 de agosto de 2017

Mário Almeida elucidativo

Perante a centena de associados que quase encheram o salão do centro da juventude, Mário Almeida reforçou a ideia que o clube não está à venda. O grupo de trabalho criado a pedido do Presidente Campos relativo à criação da SAD, constituído por Duarte Sá(ex-capitão do clube e advogado), Carlos Costa(ex-presidente e economista) e o próprio Mário Almeida criaram diretrizes e blindaram o clube numa hipotética futura SAD. Contudo, O presidente da AG reforçou a ideia de que no futuro será inevitável a criação de uma sociedade anónima desportiva, até porque, hoje assistimos à entrada de investidores em clubes mais pequenos do que o nosso e que estão neste momento muito mais pujantes do que nós no ataque ao mercado, oferecendo valores que nós nem de perto nem de longe conseguimos competir.
Sendo assim, se aparecer um parceiro fiável e que aceite as condições impostas pelo nosso clube será uma hipótese a considerar, desde que, os sócios em local próprio legitimem o acto.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Imprensa do dia 2 (Miguel Cardoso, Duarte Sá, nova época e André Vilas Boas)

BANCADA.PT
DUARTE SÁ e a NOVA ÉPOCA - Sobre a nova época que hoje se inicia, o bancada.pt, faz um comparativo, da época que agora termina com a que vai começar, com a época 1982/83, quando fomos treinados pelo Quinito (que havia substituído o Félix Mourinho), tendo por isso recorrido à ajuda do nosso outro Capitão, Duarte Sá.

A perda de jogadores influentes como Roderick Miranda (Wolverhampton), Rafa Soares (FC Porto), Petrovic (Sporting), Gil Dias (AS Mónaco) a que juntam também Héldon (Sporting), Gonçalo Paciência (FC Porto) e Adama Traoré (AS Mónaco) e claro o André Vilas Boas, levou que o jornalista Eduardo Botelho falasse com o Duarte Sá e a sua experiência na “reconstrução de Quinito em 1982”.

O Capitão lembra que também nesse época, 1982/83, perdemos jogadores influentes como o Trindade, Baltemar Brito, Filipe Figueiredo, Paquito e o Álvaro Soares.

"A equipa de 1981/82 era uma grande equipa… mesmo analisando com a distância devida e com os diferentes contextos temporais posso afirmar que a essa equipa foi a melhor equipa de sempre do Rio Ave. Era muito difícil vencer a equipa do Rio Ave", lembrou o Capitão.

"O que é que foi feito? O que se faz naturalmente nestas ocasiões é preciso recrutar nos escalões inferiores. E foram buscar outros com mais experiência, o Casaca, o N’Habola. Acontece é que o Rio Ave é um clube que facilita a integração de novos jogadores. E o processo repete-se. É claro que os resultados foram diferentes. Mas o futebol é assim mesmo" e isto permitiu-nos na época 1982/83 terminar no oitavo lugar em 192/83, a um ponto do quinto classificado

Pelo que analisando o "desafio que Miguel Cardoso agora enfrenta" considera que "é evidente que o Miguel Cardoso não pode fugir à herança que herda", acreditando "que o Rio Ave ainda tem muito tempo para construir uma equipa capaz de honrar a tradição e de manter o clube num patamar que habituou toda a gente nas últimas épocas".

Duarte Sá falou também da retirada do André Vilas Boas e do facto de ter “pena que o André Vilas Boas tenha deixado de jogar porque era um jogador muito importante no balneário”;

falou também do Miguel Cardoso ter “muito boas referências” e tem a “esperança fundada de que o Rio Ave conseguiu um bom treinador”;

e por fim, falou também do Jorge Mendes. "Jorge Mendes? É aquilo que eu considero um amigo do Rio Ave e, portanto, em igualdade de circunstâncias ele dará preferência ao Rio Ave na hora de colocar jogadores. E o Rio Ave tem beneficiado desse bom relacionamento que tem tido com o Jorge Mendes e espero que isso se mantenha”.


ANDRÉ VILAS BOAS - sobre o arrumar de botas e das novas funções do André Vilas Boas, pode-se ler no bancada.pt  que iremos ter a “criação de base de dados atualizada de todos os jogadores do campeonato e observação de outras divisões, análise e observação dos jogadores enviados por agentes FIFA, acompanhamento de outros campeonatos para recolha de informação de scouting, acompanhamento de seleções jovens, representação do clube em eventos e torneios de jogadores jovens, bem como o contacto e acompanhamento dos ativos actuais do clube”.

MAISFUTEBOL
Também o MaisFutebol não ficou e noticiou o pendurar das chuteiras do André Vilas Boas e o novo cargo que vai assumir na nossa estrutura.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

As estreias dos nossos treinadores na 1ª Divisão

RUBEN GARCIA 1979/89 1ª jornada
Portimonense 2-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS/DUARTE/SOARES 1979/80 13ª jornada
Rio Ave FC 1-2 Boavista

FERNANDO CABRITA 1979/80 20ª jornada
Porto 1-1 Rio Ave FC

FÉLIX MOURINHO 1981/82 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 A. Viseu

QUINITO 1982/83 1ª jornada
Alcobaça 1-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS 1984785 15ª jornada
Rio Ave FC 3-2 Braga

ANTÓNIO MORAIS 1986/87 9ª jornada
Benfica 3-1 Rio Ave FC

MÁRIO JULIATO 1987/88 1ª jornada
Sporting 4-1 Rio Ave FC

HENRIQUE CALISTO
 1996/97 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 Salgueiros

CARLOS BRITO 1996/97 14ª jornada
Rio Ave FC 0-2 Gil Vicente

ANTÓNIO SOUSA 2005/06 1ª jornada
Penafiel 0-2 Rio Ave FC

JOÃO EUSÉBIO 2005/06 25ª jornada
Rio Ave FC 2-1 Belenenses

NUNO ESPÍRITO SANTO 2012/13 1ª jornada
Rio Ave FC 0-1 Marítimo

PEDRO MARTINS 2014/15 1ª jornada
Rio Ave FC 2-0 Vitória Setúbal

NUNO CAPUCHO 2016/17 1ª jornada
Rio Ave FC 1-3 Porto


LUÍS CASTRO 2016/17 11ª jornada
Vitória Setúbal 0-1 Rio Ave FC

quarta-feira, 30 de março de 2016

Se somos ambiciosos vamos em busca do 5º lugar

O Rio Ave tudo fará para ficar numa das 6 posições cimeiras que lhe dê acesso às competições europeias. Para isso, será importantíssimo a conquista dos três pontos já na próxima jornada.

Contudo, se formos verdadeiramente ambiciosos, lutaremos pelo 5º lugar que está ao nosso alcance, a apenas dois pontos. Esta equipa ficaria na nossa história ao igualar a nossa melhor classificação de sempre, já com "barbas", data que remonta a 1981/82 sob o comando técnico de Mourinho Félix, pai do "special one" e onde pontificavam Trindade, Duarte, Baltemar Brito, Quim, Paquito, Pires, Adérito, entre outros...

Para que esta ambição se concretize, será importante a mobilização dos rioavistas no apoio à equipa. Não esqueçam que o Bus 23 está a mobilizar-se e conta com todos vocês!

sábado, 18 de agosto de 2012

Curiosidades - as estreias dos treinadores

RUBEN GARCIA 1979/89 1ª jornada
Portimonense 2-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS/DUARTE/SOARES 1979/80 13ª jornada
Rio Ave FC 1-2 Boavista

FERNANDO CABRITA 1979/80 20ª jornada
Porto 1-1 Rio Ave FC

FÉLIX MOURINHO 1981/82 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 A. Viseu

QUINITO 1982/83 1ª jornada
Alcobaça 1-1 Rio Ave FC

MÁRIO REIS 1984785 15ª jornada
Rio Ave FC 3-2 Braga

ANTÓNIO MORAIS 1986/87 9ª jornada
Benfica 3-1 Rio Ave FC

MÁRIO JULIATO 1987/88 1ª jornada
Sporting 4-1 Rio Ave FC

HENRIQUE CALISTO 1996/97 1ª jornada
Rio Ave FC 1-1 Salgueiros

CARLOS BRITO 1996/97 14ª jornada
Rio Ave FC 0-2 Gil Vicente

ANTÓNIO SOUSA 2005/06 1ª jornada
Penafiel 0-2 Rio Ave FC

JOÃO EUSÉBIO 2005/06 25ª jornada
Rio Ave FC 2-1 Belenenses

NUNO ESPÍRITO SANTO 2012/13 1ª jornada
Rio Ave FC - Marítimo

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O próximo capitão (IV)


Após a reforma forçada do Carlos Brito em 1995/96, até à época 2008/09  o nosso Clube conheceu de “forma intermitente” quatro capitães, Sérgio China, Gama, Niquinha e Peu. Ora agora ora outro depois assim foi-se alternando o dono da braçadeira

Sempre pensei que Gama fosse o herdeiro inequívoco mas coisas de balneário que da bancada não são percetíveis levaram-nos a uma fartura de capitães mas que sempre honraram o Clube e um desses foi o Niquinha que finalmente viu interrompida a sua ligação de 12 épocas na época 2008/09.

Ainda há coisa de um mês o Duarte assumiu numa tertúlia que sentiu orgulho quando via o Niquinha entrar em campo com a (sua) camisola 5 e a braçadeira mas sobre ele escreveu certa vez o Bruno Prata no Público que  o “…Niquinha foi visto durante vários anos como o ‘capitão’ e líder do Rio Ave, mas a sua personalidade criava várias antipatias junto de muitos dos colegas e até de dirigentes...”.

Como escrevi antes “como sócio e adepto habituei-me desde sempre a avaliar dabancada o desempenho de jogadores” e da bancada não tenho nada a apontar de negativo ao Niquinha e foi por isso que a sua despedida de cá só pode envergonhar as duas partes, principalmente quando se apanha por acaso um jogador que vestiu a nossa camisola durante 12 anos a secar na secretaria por um papel para o subsídio de desemprego.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O próximo capitão (III)


Volvidas 10 épocas, mais concretamente na época 1995/96, o fantasma Duarte volta a pairar sobre a minha cabeça pois foi com tristeza - e revolta - que assisti ao fim abrupto da carreira do Carlos Brito após 6 épocas connosco. Liderou a equipa que nos fez regressar à 1ª divisão após 8 anos a penarmos pelas 2ªs divisões e sempre considerei por isso que era jogador para nos representar pelo menos mais uma/duas épocas. O convite para integrar a equipa técnica liderada pelo Henrique Calisto pareceu-me demasiado amargo mas por obra do destino acabaria por ficar para sempre ligado a nós como o treinador que mais jogos orientou a nossa equipa no escalão maior. Ainda esperei que com a venda dos "quatro craques" e com algumas contrariedades que entretanto assolaram o plantel ainda voltasse a vestir a camisola tal como foi noticiado em alguns jornais. Mas tal nunca veio a acontecer.

Mas também há exemplos felizes como o do Gama que retirou-se na época 2006/07 completando 15 épocas de caravela ao peito. Todos sabíamos que era a última época e o João Eusébio proporcionou-lhe uma despedida debaixo dos aplausos dos sócios e adeptos. Acredito mesmo que houve que se deslocasse propositadamente ao Estádio nessa última jornada apenas para o aplaudir depois de termos esbanjado 8 pontos de vantagem sobre o terceiro classificado em apenas 3 jogos numa época que muitos de nós deseja esquecer.
(cont.)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O próximo capitão (II)


Não refeito deste caso eis que na época seguinte (1986/87) acontece o mesmo ao novo capitão. Sérgio, o celebre Cafeteira, herda a braçadeira do Duarte e depois de 6 anos ao nosso serviço termina para sempre a sua ligação ao nosso Clube. Na altura julguei haver uma maldição para quem usasse a braçadeira. Mais uma vez encarei de forma negativa a não renovação de contrato com um capitão ainda para mais tendo o Sérgio participado em 29 jogos.

Álvaro, o senhor que se seguiu já teve mais sorte pois ainda manteve-se por duas épocas como capitão. Mas aquilo que me recordo é que aceitei de forma natural o fim do vínculo do Álvaro, que jogou connosco 8 épocas entre 1979/80 e 1988/89 com um interregno de duas épocas quando jogou no Boavista e Penafiel nas épocas 1982/83 e 1983/84.
(cont.)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O próximo capitão (I)


Como sócio e adepto habituei-me desde sempre a avaliar da bancada o desempenho de jogadores, treinadores e outros elementos que ao longo dos anos fizeram e fazem parte deste grandioso Clube.

Recordo-me na minha juventude quando coloquei a hipótese entre tentar a sorte nas camadas jovens ou continuar a vibrar da bancada optei por esta última.

É portanto da bancada que gosto de ver e avaliar aqueles que vestem a nossa camisola e não ligar muito aodiz que disse dos bastidores.

Entre coisas boas e menos boas que já vivi neste clube destaco alguns episódios menos bons que de certa forma marcaram-me negativamente como sócio e adepto. São episódios relacionados com alguns jogadores que chegaram a carregar a braçadeira de capitão, que de forma positiva marcaram para sempre este Clube mas a forma como terminaram a sua relação como jogadores não é o melhor dos exemplos.

O primeiro foi o Duarte, após 13 épocas ao nosso serviço, conhecendo apenas o nosso Clube como jogador, terminou a carreira, ou foi dispensado, na época 1985/86. Acho que foi a primeira vez que senti-me órfão de um jogador e lembro-me que na altura tive um sentimento de revolta pois acreditava que o Duarte, como jogador, tinha ainda muito para dar ao nosso Clube ou não tivesse ele feito 29 jogos na sua última época.
Regressou na época 1987/88 como adjunto do “famigerado” Mário Juliatto.
(cont.)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Duarte

Voltamos a publicar textos de velhas glórias do Rio Ave F.C. da autoria de Alberto de Castro Abreu do blogue Glórias do Passado. Desta vez o jogador que se segue é o capitão Duarte. No tempo em que as camisola ainda não tinham dono já era dele a nº5. Duarte jogou apenas num Clube, o nosso, da época 1973/74 à época 1985/86 e é actualmente membro do Conselho-Geral.
Ao recordar a carreira do futebolista Duarte facilmente confundimo-nos com um capítulo importante da história do Rio Ave FC, nomeadamente, aquele que se situa desde meados da década de 70 até, sensivelmente, meados da década de 80, um período em que o clube vilacondense estreou-se na 1ª Divisão Nacional, conseguiu as suas melhores classificações de sempre naquela prova e também alcançou uma final da Taça de Portugal. Vilacondense de naturalidade, Duarte Nuno Figueiredo Leite de Sá, nasceu no dia 10 de Novembro de 1952. E é envergando as listadas cores de verde e branco do Rio Ave FC que Duarte cumprirá todo o seu percurso como futebolista. Estreia-se na equipa sénior do Rio Ave FC a militar na 3ª Divisão Nacional na temporada de 1973/74 e com o clube vilacondense vai subindo, a pulso, até ao principal escalão do futebol português. Porem, na época de 1974/75 joga com o Rio Ave FC ainda no terceiro escalão do futebol nacional, assim como na temporada de 1976/77, depois de uma época em que o clube regressou, efemeramente, aos campeonatos distritais da A. F. do Porto. Esta temporada de 1976/77 é o começo da escalada efectuada pelo Rio Ave FC até à 1ª Divisão Nacional. Depois de vencer a Serie A do terceiro escalão, a equipa vilacondense alcança a final do Campeonato Nacional da 3ª Divisão, vencendo nesse encontro o CD Cova da Piedade por 3-2, sagrando-se assim campeão nacional da categoria.
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1976/77) 
(Duarte no Rio Ave FC)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1976/77)
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1976/77) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1976/77) 
(Equipa do Rio Ave FC com as faixas de campeão nacional da 3ª Divisão na época de 1976/77)


Em 1977/78 o Rio Ave FC disputa a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional onde alcançará um 4º lugar na classificação, cotando-se, algo surpreendentemente, como um dos clubes mais fortes na sua serie. Mas seria na época seguinte de 1978/79 que a formação vilacondense conseguiria ascender à 1ª Divisão Nacional. Jogou novamente na Zona Norte da 2ª Divisão Nacional e atingiu o 2º lugar no final da prova, logo atrás do SC Espinho. 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1978/79)
(Duarte no Rio Ave FC) 


Todavia, essa classificação permitiu-lhe disputar a liguilha de acesso ao primeiro escalão do futebol português com o FC Famalicão, clube que militava na 1ª Divisão Nacional, e CF União de Lamas e Juventude de Évora, respectivamente, segundos classificados da Zona Centro e da Zona Sul da 2ª Divisão Nacional. Nessa mini-competição a equipa vilacondense levou a melhor sobre os restantes adversários e assim alcançou a subida, pela primeira vez no seu historial, ao Campeonato Nacional da 1ª Divisão. 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1979/80) 
(Duarte sob o pelado do Campo da Avenida)


Duarte fará assim a sua estreia no principal escalão do futebol português nesta temporada de 1979/80. A equipa do Rio Ave FC, depois de uma época demasiado conturbada, termina no 16º lugar da tabela classificativa do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, a ultima posição, e como tal é despromovido à 2ª Divisão Nacional. O defesa Duarte, não sendo um titular indiscutível, ainda assim alinhou em 17 jogos da competição sem apontar qualquer golo. Um desses jogos foi, concretamente, uma partida a contar para a 7ª jornada, disputada no Campo da Avenida, na cidade de Vila do Conde, frente ao Vitoria SC. Foi, naturalmente, o primeiro jogo em que vilacondense Duarte alinhou frente à formação vimaranense na 1ª Divisão Nacional. Outros se seguiriam, é certo, porem, recordemos este desafio da época de 1979/80 que terminou com uma igualdade a 1-1. O Rio Ave FC, nesta altura treinado por Ruben Garcia, alinhou com a seguinte equipa: Trindade; Rodrigues Dias, Soares, Washington e Duarte, no sector defensivo; Paquito (Varela aos 65 minutos), Pereirinha (Tininho ao 69 minutos) e Quim; Tó Lima, Meireles e Fernando. Por sua via, o Vitoria SC, comandado por Mário Imbelloni, apresentou: Melo; Ramalho, Manaca, Tozé e Gregório Freixo; Festas, Abreu e Almiro; Ferreira da Costa, Vitor Manuel e Mundinho. O jogo iniciou-se com algum ascendente do Rio Ave FC, numa toada que se manteve durante todo o primeiro tempo, enquanto o Vitoria SC respondia em perigosos contra-ataques. Nenhuma equipa, porém, conseguiu marcar qualquer golo durante este período. Foi na segunda parte que os golos viriam a surgir. O Vitoria SC marcaria primeiro, aos 60 minutos, através do avançado brasileiro Mundinho. O Rio Ave FC, por seu turno, viria a igualar a partida a um minuto do final do jogo, através de Tininho, colocando assim inteira justiça no marcador.
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1979/80)
(Duarte no Rio Ave FC)


Como se disse, nesta época de 1979/80 o Rio Ave FC não alcançou a manutenção. E assim, Duarte volta a jogar na 2ª Divisão Nacional na temporada de 1980/81, representando o Rio Ave FC. É um época em que a equipa vilacondense conseguirá regressar ao patamar mais elevado do futebol português, depois de vencer a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional. Duarte é já nesta altura capitão da equipa do Rio Ave FC e uma das peças mais importantes da equipa.
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1980/81)
(Duarte no Rio Ave FC)


Regressando ao convívio dos grandes do futebol português, o Rio Ave FC tinha, obviamente, como principal pretensão fixar-se na 1ª Divisão Nacional. Todavia, sob o comando de Félix Mourinho, o Rio Ave FC torna-se na grande sensação da prova, alcançando um sensacional 5º lugar na classificação geral do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1981/82, logo atrás, curiosamente, do Vitoria SC, o 4º classificado. Nesta histórica equipa vilacondense, que jogava em casa no velhinho, mas saudoso, pelado do Campo da Avenida, em Vila do Conde, destacavam-se vários jogadores de qualidade, como o guarda redes Trindade, o defesa brasileiro Brito, os médios Cabumba, Adérito, Casaca, Quim, Paquito e, obviamente, o capitão Duarte. 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1981/82) 
(Duarte novamente com as cores do Rio Ave FC)
(Plantel do Rio Ave FC na temporada de 1981/82) 
(Em 1981/82 no Rio Ave FC) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1981/82) 
(Duarte no Rio Ave FC na época de 1981/82)

Duarte foi um dos totalistas da equipa do Rio Ave FC nesta temporada, alinhando em todos os 30 jogos da competição e apontando 2 golos, os seus primeiros tentos no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. O futebolista Duarte era, essencialmente, caracterizado como um defensor. Jogava, sobretudo, como defesa lateral esquerdo, embora, em muitas ocasiões tivesse também actuado com defesa central. 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1981/82) 
(Duarte no Rio Ave FC com a braçadeira de capitão)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1981/82)
(Duarte em acção pelo Rio Ave FC durante a época de 1981/82) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1981/82) 
(Duarte no Rio Ave FC) 

Na época seguinte de 1982/83, já sob o comando de Quinito, o Rio Ave FC volta, de alguma forma, a surpreender, com uma carreira brilhante e muito regular, conquistando um tranquilo 8º lugar na classificação geral do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Nesta equipa rioavista destacava-se, essencialmente, o avançado N´Habola, autor de 20 golos, consagrando-se como o 3º melhor marcador da prova e o melhor marcador da formação vilacondense.
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1982/83) 
(Duarte no Rio Ave FC na temporada de 1982/83) 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1982/83) 
(Duarte no Rio Ave FC) 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1982/83) 
(Duarte no Rio Ave FC) 

Mas, porém, também surpreendeu o defesa Duarte, com os 5 golos apontados, tornando-se o segundo melhor marcador do conjunto do Rio Ave FC no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da temporada de 1982/83. Tornou-se especialista na conversão de grandes penalidades, forma como marcou dois golos nesta época, um frente à equipa do SC Braga (3-1) e outro, decisivo, frente ao GD Estoril Praia (1-0). Nesta temporada de 1982/83, registe-se, ainda, que o defesa Duarte jogou 22 jogos na principal liga nacional.
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1982/83)
(Duarte no Rio Ave FC) 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1982/83)
(Duarte com a camisola do Rio Ave FC)


Em 1983/84, Félix Mourinho regressa ao comando técnico do Rio Ave FC, guiando a formação vilacondense ao tranquilo 9º lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Nesta época o defesa Duarte actuou em 27 jogos, tendo apontado 2 golos na competição. O ponto alto, porém, da temporada de 1983/84 foi a presença da equipa do Rio Ave FC na final da Taça de Portugal, depois de eliminar o Vitoria SC nas meias-finais após o desempate através da marcação de grandes penalidades. A equipa vilacondense chegou assim à final da segunda prova mais importante do calendário futebolístico português, onde defrontou a poderosa equipa do FC Porto. Naquela histórica final, Duarte capitaneou a formação do Rio Ave FC que viria a sair derrotada pelo FC Porto por 4-1, conquistando a formação portista, desta forma, a Taça de Portugal. 
(Plantel do Rio Ave FC na temporada de 1983/84) 
(Duarte em acção pelo Rio Ave FC na temporada de 1983/84)
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1983/84) 
(Duarte no Rio Ave FC na época de 1983/84)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1983/84)
(Em 1983/84 em acção no pelado do Campo da Avenida) 
(Equipa do Rio Ave FC na final da Taça de Portugal da época de 1983/84)
(Caricatura de Duarte com as cores do Rio Ave FC)


Na carreira de Duarte seguiu-se a época de 1984/85, aquela que viria a ser a ultima temporada do futebolista vilacondense no primeiro escalão do futebol português. É que, o Rio Ave FC não conseguiu escapar ao 13º lugar da classificação final e assim foi forçado a disputar a liguilha, onde acabou por sucumbir ao poderio da formação transmontana do GD Chaves, sendo relegado à 2ª Divisão Nacional. O defesa e capitão de equipa Duarte alinhou em 29 jogos do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1984/85, não tendo marcado qualquer golo no decorrer desta prova.
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1984/85)
(Duarte no Rio Ave FC na época de 1984/85) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1984/85)
(Duarte no Rio Ave FC)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1984/85)
(Duarte no Rio Ave FC) 

Relegado à 2ª Divisão Nacional na época de 1985/86, Duarte realizaria a sua última temporada como futebolista profissional e muito contribuiu para o grande sucesso alcançado pela formação vilacondense. Pois que, treinado pelo Mário Reis, o Rio Ave FC fez uma campanha sensacional durante esta época. Venceu, com vantagem considerável sobre o rival Varzim SC, a Zona Norte da 2ª Divisão e na fase final conquistou o ceptro de campeão nacional na categoria. Assim, o Rio Ave FC estava de regresso ao primeiro escalão do futebol português. 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1985/86)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1985/86) 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1985/86)


Duarte deixou de jogar no final desta época de 1985/86 mas continuou ligado ao Rio Ave FC, o seu clube de sempre. Foi ainda treinador adjunto na equipa principal na temporada de 1987/88, numa altura em que o Rio Ave FC era comandado pelo treinador brasileiro Mario Jualitto. 
(Plantel do Rio Ave FC na temporada de 1987/88)


Ainda enquanto futebolista, Duarte licenciou-se no curso de direito. Por isso, hoje, com 58 anos de idade, Duarte Sá desempenha a profissão de advogado na cidade de Vila do Conde.