total de 835 jogos na 1ª Divisão/Liga / 945 pontos conquistados na 1ª Divisão/Liga / 885 golos marcados na 1ª Divisão/Liga
FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL: 1/MAIO /1984 e 18/MAIO/2014 FINAL DA TAÇA DA LIGA: 7/MAIO/2014 FINAL DA SUPERTAÇA: 10/AGOSTO/2014
TÍTULOS 2ª DIVISÃO/LIGA 1985/86; 1995/96 e 2002/03 3ª DIVISÃO 1976/77 3º MELHOR CLUBE PORTUGUÊS (IFFHS) 2014

LIGA NOS 2019/20 05/JUL 17h00 30ª jornada Gil Vicente - Rio Ave FC 09/JUL 17h00 31ª jornada Rio Ave FC - Portimonense 13/JUL 19h00 32ª jornada Marítimo - Rio Ave FC
LIGA EUROPA 02/AGO 20h00 2ª mão Rio Ave FC - Jagiellonia Bialystok TAÇA DE PORTUGAL 27/DEC h 5ª eliminatória Marinhense - Rio Ave FC TAÇA DA LIGA 21/DEC 15h00 3ª fase 3ª jornada Rio Ave FC - Gil Vicente

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Helinho, o embaixador no recife

 Depois da história de Sérgio China que aqui vos contei, começou a surgir-me a curiosidade de saber de outros Brasileiros que passaram e fizeram história no Rio Ave nos anos 90 do século/milénio passado. Muitos chegaram cá, jogaram no nosso Rio Ave, assentaram arraiais e por cá ficaram e constituíram família. Casos de Alércio, Peu, Jacaré e outros que casaram com Vilacondenses e por aqui ficaram, alguns até bem mais antigos como é o caso do Bragança. Então o que foi feito de outros? Através de Alércio, outro craque rioavista de outra era, proveniente também do estado do Recife, fiquei a conhecer a história de Helinho, contemporâneo de Niquinha, Baíca, Sérgio China, Alércio, Peu, Jacaré e o mais mediático Marcos(foi vendido pelo Rio Ave ao PSV Eindhoven na altura a transferência mais lucrativa da história por valores nunca revelados pelo clube), entre outros...

Helinho entre dois colegas de equipa


Helinho, avançado móvel, jogou e morou por cá 5 anos, naqueles que " foram os 5 melhores anos de sua vida", e em memória e homenagem a esses belos tempos, criou uma equipa de veteranos chamada "Rio Ave" e equipada com réplicas adquiridas e pagas por si do nosso manto sagrado. Engraçado é saber que Helinho mandou confecionar réplicas autênticas numa empresa da zona. Hoje, com 55 anos, mora no bairro de água Fria em Alto do Céu, Recife e vai fazendo umas peladas nesta sua equipa de veteranos com jogos mensais, sendo que o último resultado conhecido foi uma vitória dos "rioavistas" por 2-0 sobre o Goiás. Claro que não são os resultados o mais importante mas fica a nota que esta equipa não conhece o sabor da derrota.

Plantel


Segundo Helinho " será sempre um orgulho levar o nome do Rio Ave a todo o lado.



PS: Recordo desses anos um golo marcado por Helinho, não pelo recorte técnico da jogada, mas sim, pelo festejo desse golo, como aliás lhe confidenciei e ele próprio confirmou. A comemoração ficou na memória por nos momentos do festejo, Helinho ter retirado uma máscara do zorro dos calções e ter colocado na sua cara e a ideia surgiu porque "era época de Carnaval e foi a forma original que encontrei para festejar"- momento que eu como adepto relembrei até hoje.


PS2: por falar em embaixadores, estes embaixadores que andam pelo mundo, não festejam aos berros os golos dos nossos adversários quando estes jogam contra nós. Já por cá, embaixadores eleitos envergonham-nos com alguma regularidade.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Florival

Hoje falamos do Florival, jogador que nos representou entre as épocas de 1979/80 a 1981/82. Florival faleceu vítima de doença prolongada em 2008, dia 14 de Novembro. Este texto foi publicado no blogue Glórias do Passado no dia 17 de Outubro de 2011 a quem muito agradecemos a autorização de reprodução do texto.


O futebolista Florival, nascido em 26 de Agosto de 1948, cumpriu uma carreira, com mais de 20 anos de duração, ao serviço de vários clubes nacionais, nomeadamente, representado a União de Leiria, o AC Marinhense, o União de Tomar, o SC Farense, o Portimonense SC, o Rio Ave FC, o Ginásio de Alcobaça, o GD Quimigal, o GD Torralta e o FC Barreirense.

Foi, todavia, ao serviço do Vitoria de Setúbal, o clube da sua cidade natal, que Florival Pereira Tavares nasceu para o futebol. Finalizada a sua carreira em Portugal, Florival ainda emigrou para os EUA e Canadá onde viria a encerrar definitivamente o seu percurso como futebolista.

A primeira inscrição federativa de Florival remonta à época de 1963/64 na equipa de juvenis do Vitoria de Setúbal. Efectuando toda a formação ao serviço da formação setubalense, o jovem Florival surgirá no futebol sénior integrado na turma do União de Leiria na temporada de 1968/69.

(Florival com a camisola da selecção da A. F. de Setúbal)

A equipa leiriense militava, então, na 3ª Divisão Nacional, acabando classificada, naquela época, no 2º lugar da Serie C, atrás do AC Marinhense, embora em igualdade pontual. Por isso, a União de Leiria falhava, assim, a almejada subida ao segundo escalão do futebol português.

Florival, que então já se destacara, não prosseguiu em Leiria, rumando na época seguinte de 1969/70 ao AC Marinhense, o grande opositor leiriense na temporada transacta.

Na equipa da Marinha Grande, aos comandos do treinador Pinto, Florival irá disputar a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional. O AC Marinhense, lançando as bases que conduzirá o clube aos melhores êxitos da sua história, termina a época de 1969/70 num honroso 6º lugar da classificação.

(Equipa da AC Marinhense na época de 1969/70)

Já na temporada seguinte de 1970/71, a formação do AC Marinhense disputa, afincadamente, com o SC Beira-Mar, a subida ao primeiro escalão do futebol português. Acaba, porem, por sucumbir ao poderio da equipa aveirense e termina a Zona Norte da 2ª Divisão na 2ª posição da tabela classificativa.

Ainda assim, consegue apurar-se para disputar a liguilha de acesso à 1ª Divisão Nacional com o União de Tomar, Leixões SC e Varzim SC, mas o sonho marinhense de entrar na elite do futebol português não é concretizado.

Acaba por ser a equipa do União de Tomar o grande vencedor da aludida liguilha, alcançado, assim, um lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão na temporada de 1971/72.

Curiosamente, Florival irá reforçar o União de Tomar nessa época de 1971/72, clube que terminará no 12º lugar da classificação geral e garantirá, desta forma, meritoriamente, a manutenção no primeiro escalão do futebol português.

Contudo, nesta sua primeira passagem pela 1ª Divisão Nacional, Florival não é utilizado pelo técnico Fernando Cabrita. A sua estreia no principal escalão do futebol português apenas irá ocorrer apenas na época seguinte de 1972/73 e já ao serviço do SC Farense.

Florival jogou duas temporadas consecutivas ao serviço dos leões de Faro. Em 1972/73, sem apontar qualquer golo, Florival alinhou em 8 jogos pelo SC Farense, treinado por Manuel Oliveira, que terminará classificado no 11º lugar da tabela classificativa.

Já na temporada seguinte de 1973/74, agora sob o comando técnico de Carlos Silva, Florival jogará 16 jogos na 1ª Divisão Nacional, apontando, então, o seu primeiro golo, contribuindo, assim, para uma época sensacional do SC Farense que terminou com a obtenção de um honroso 7º lugar na classificação geral.

(Equipa do SC Farense na época de 1973/74)

Não sendo considerado um titular indiscutível, Florival retornou ao União de Tomar na época de 1974/75, numa altura em que a formação nabantina estava de regresso ao primeiro escalão do futebol português.

Florival iniciará, então, aquele que será o melhor período da sua carreira de futebolista. Passa duas épocas consecutivas em Tomar onde, agora, é titular indiscutível. Treinado por Artur Santos, Florival alinha em 26 jogos e anota 3 golos ao longo do Campeonato Nacional da 1ª Divisão na temporada de 1974/75 em que a formação do União de Tomar consegue a manutenção com um 12º lugar na tabela classificativa.

 
(Florival no União de Tomar na época de 1974/75)

Já na época seguinte de 1975/76, agora sob a orientação técnica de Fernando Andrade, o União de Tomar, embora batendo-se galhardamente, irá sucumbir à valia dos adversários. 

Numa luta, verdadeiramente, titânica pela manutenção, o União de Tomar não conseguiu ir além do antepenúltimo lugar na classificação geral e, consequentemente, acabou por ser relegado ao segundo escalão do futebol português.

Florival foi, reconhecidamente, um dos melhores jogadores nabantinos ao longo da época, realizando um total de 25 jogos e apontado 6 golos na principal competição nacional.

Com a descida do União de Tomar à 2ª Divisão Nacional, Florival regressou ao Algarve, desta feita, para representar o Portimonense SC, clube que se estreava no primeiro escalão do futebol português nesta temporada de 1976/77.

Em Portimão, Florival realizou mais uma época de bom nível, cotando-se como um dos principais jogadores da equipa do Portimonense SC, treinada, inicialmente, por Mário Nunes e, mais tarde, pelo magriço José Augusto.

 
(Em 1976/77 no Portimonense SC)

De facto, Florival foi mesmo, nesta temporada, o melhor marcador da equipa do Portimonense SC na principal competição portuguesa com os 8 golos apontados, realizando, registe-se, 25 jogos na prova.

Não sem viver grandes sobressaltos, o Portimonense SC, conseguiu a permanência na 1ª Divisão Nacional com o 12º lugar alcançado na classificação geral e após um desafio decisivo e intenso disputado no Montijo, contra o CD Montijo, na última jornada da prova.

Florival era um jogador muito polivalente. Na sua carreira jogou em várias posições no terreno de jogo, tanto como defesa, médio ou mesmo em sectores mais avançados, pois, embora sendo um futebolista possante, Florival tinha uma capacidade técnica assinalável.

De qualquer forma, era jogando em posições marcadamente defensivas que Florival mais se destacava, sobretudo, actuando na posição de defesa central ou como médio defensivo.

Algo surpreendentemente, depois de uma excelente época na equipa algarvia a militar no primeiro escalão nacional, Florival deixou o Portimonense SC e regressa a Tomar para reforçar a formação nabantina que apostava fortemente no regresso à 1ª Divisão Nacional.

Contudo, a época de 1977/78 fica aquém das expectativas criadas e o União de Tomar não consegue ir além de um 4º lugar na Zona Centro da 2ª Divisão Nacional, falhando, desta forma, o objectivo traçado.

(Equipa do União de Tomar na época de 1977/78)

Entretanto, o Portimonense SC também foi relegado ao segundo escalão do futebol português no final da época de 1977/78. Por isso, na temporada seguinte de 1978/79 a equipa algarvia empenhou tudo no retorno ao nacional maior.

Nessa época, Florival regressa à equipa algarvia e consegue, desta vez, ajudar o Portimonense SC a atingir o 1º lugar da Zona Sul do Campeonato Nacional da 2ª Divisão e, assim, subir ao primeiro patamar do futebol nacional.

 
(Equipa do Potimonense SC na temporada de 1978/79)

Florival regressa, então, na época de 1979/80 à 1ª Divisão Nacional, mas, desta feita, não o fará ao serviço do Portimonense SC, clube que ajudou a subir na temporada anterior, mas sim representado o Rio Ave FC, formação que tinha vencido a Zona Norte da 2ª Divisão e que assim também havia alcançado a subida de divisão.

Todavia, aquela que era a estreia do Rio Ave FC na 1ª Divisão Nacional não decorre de feição e o clube nortenho acaba despromovido à 2ª Divisão Nacional porque não consegue escapar ao 16º lugar, a ultima posição da tabela classificativa.

Nesta temporada de 1979/80, Florival é quase sempre titular na equipa vilacondense, realizando, no cômputo geral, 22 jogos, sem apontar qualquer 1 golo nesta edição do Campeonato Nacional da 1ª Divisão.

 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1979/80)

 
(No Rio Ave FC na época de 1979/80)

 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1979/80)

 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1979/80)

 
(No Rio Ave na temporada de 1979/80)

Continuando ao serviço do Rio Ave FC volta a jogar a 2ª Divisão Nacional na temporada seguinte de 1980/81. A equipa vilacondense, sobretudo após o ingresso de Mourinho Félix no comando técnico em substituição de Fernando Cabrita, consegue superiorizar-se aos vários e valorosos adversários, conseguindo vencer Zona Norte do segundo escalão do futebol português e, em consequência, conseguir regressar à 1ª Divisão Nacional. 

 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1980/81)

Na época de 1981/82 ingressou no surpreendente GC Alcobaça que conseguirá subir à 1ª Divisão Nacional. Na verdade, a equipa alcobacense, treinada por Dinis Vital, foi uma das grandes sensações da segunda prova nacional, vencendo a Zona Centro da 2ª Divisão Nacional, alcançando assim, pela primeira vez na sua história, a subida ao primeiro escalão do futebol português.

Para esse êxito histórico do GC Alcobaça muito contribuíram as boas prestações de Florival. Já veterano, Florival conseguiria assim alcançar o último grande feito da sua carreira de futebolista.

 
(Plantel do GD Alcobaça na época de 1981/82)

Já com 34 anos de idade Florival começou a caminhar para o final da sua carreira de profissional de futebol. Representou, ainda, em Portugal, as formações do GD Quimigal na época de 1982/83, na 2ª Divisão Nacional, o GD Torralta, na temporada de 1983/84, na 3ª Divisão Nacional e, finalmente, o FC Barreirense nas épocas de 1984/85 e 1985/86 na Zona Sul do segundo escalão do futebol português.

Posteriormente, Florival emigrou para os EUA e para o Canadá onde continuou ligado ao futebol. Regressado a Portugal era frequente a sua presença nas equipas de velhas guardas do Vitoria de Setúbal.

No dia 14 de Novembro de 2008, com apenas 60 anos de idade, lamentavelmente, faleceu o antigo futebolista português Florival vítima de uma doença prolongada.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Duarte

Voltamos a publicar textos de velhas glórias do Rio Ave F.C. da autoria de Alberto de Castro Abreu do blogue Glórias do Passado. Desta vez o jogador que se segue é o capitão Duarte. No tempo em que as camisola ainda não tinham dono já era dele a nº5. Duarte jogou apenas num Clube, o nosso, da época 1973/74 à época 1985/86 e é actualmente membro do Conselho-Geral.
Ao recordar a carreira do futebolista Duarte facilmente confundimo-nos com um capítulo importante da história do Rio Ave FC, nomeadamente, aquele que se situa desde meados da década de 70 até, sensivelmente, meados da década de 80, um período em que o clube vilacondense estreou-se na 1ª Divisão Nacional, conseguiu as suas melhores classificações de sempre naquela prova e também alcançou uma final da Taça de Portugal. Vilacondense de naturalidade, Duarte Nuno Figueiredo Leite de Sá, nasceu no dia 10 de Novembro de 1952. E é envergando as listadas cores de verde e branco do Rio Ave FC que Duarte cumprirá todo o seu percurso como futebolista. Estreia-se na equipa sénior do Rio Ave FC a militar na 3ª Divisão Nacional na temporada de 1973/74 e com o clube vilacondense vai subindo, a pulso, até ao principal escalão do futebol português. Porem, na época de 1974/75 joga com o Rio Ave FC ainda no terceiro escalão do futebol nacional, assim como na temporada de 1976/77, depois de uma época em que o clube regressou, efemeramente, aos campeonatos distritais da A. F. do Porto. Esta temporada de 1976/77 é o começo da escalada efectuada pelo Rio Ave FC até à 1ª Divisão Nacional. Depois de vencer a Serie A do terceiro escalão, a equipa vilacondense alcança a final do Campeonato Nacional da 3ª Divisão, vencendo nesse encontro o CD Cova da Piedade por 3-2, sagrando-se assim campeão nacional da categoria.
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1976/77) 
(Duarte no Rio Ave FC)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1976/77)
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1976/77) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1976/77) 
(Equipa do Rio Ave FC com as faixas de campeão nacional da 3ª Divisão na época de 1976/77)


Em 1977/78 o Rio Ave FC disputa a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional onde alcançará um 4º lugar na classificação, cotando-se, algo surpreendentemente, como um dos clubes mais fortes na sua serie. Mas seria na época seguinte de 1978/79 que a formação vilacondense conseguiria ascender à 1ª Divisão Nacional. Jogou novamente na Zona Norte da 2ª Divisão Nacional e atingiu o 2º lugar no final da prova, logo atrás do SC Espinho. 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1978/79)
(Duarte no Rio Ave FC) 


Todavia, essa classificação permitiu-lhe disputar a liguilha de acesso ao primeiro escalão do futebol português com o FC Famalicão, clube que militava na 1ª Divisão Nacional, e CF União de Lamas e Juventude de Évora, respectivamente, segundos classificados da Zona Centro e da Zona Sul da 2ª Divisão Nacional. Nessa mini-competição a equipa vilacondense levou a melhor sobre os restantes adversários e assim alcançou a subida, pela primeira vez no seu historial, ao Campeonato Nacional da 1ª Divisão. 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1979/80) 
(Duarte sob o pelado do Campo da Avenida)


Duarte fará assim a sua estreia no principal escalão do futebol português nesta temporada de 1979/80. A equipa do Rio Ave FC, depois de uma época demasiado conturbada, termina no 16º lugar da tabela classificativa do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, a ultima posição, e como tal é despromovido à 2ª Divisão Nacional. O defesa Duarte, não sendo um titular indiscutível, ainda assim alinhou em 17 jogos da competição sem apontar qualquer golo. Um desses jogos foi, concretamente, uma partida a contar para a 7ª jornada, disputada no Campo da Avenida, na cidade de Vila do Conde, frente ao Vitoria SC. Foi, naturalmente, o primeiro jogo em que vilacondense Duarte alinhou frente à formação vimaranense na 1ª Divisão Nacional. Outros se seguiriam, é certo, porem, recordemos este desafio da época de 1979/80 que terminou com uma igualdade a 1-1. O Rio Ave FC, nesta altura treinado por Ruben Garcia, alinhou com a seguinte equipa: Trindade; Rodrigues Dias, Soares, Washington e Duarte, no sector defensivo; Paquito (Varela aos 65 minutos), Pereirinha (Tininho ao 69 minutos) e Quim; Tó Lima, Meireles e Fernando. Por sua via, o Vitoria SC, comandado por Mário Imbelloni, apresentou: Melo; Ramalho, Manaca, Tozé e Gregório Freixo; Festas, Abreu e Almiro; Ferreira da Costa, Vitor Manuel e Mundinho. O jogo iniciou-se com algum ascendente do Rio Ave FC, numa toada que se manteve durante todo o primeiro tempo, enquanto o Vitoria SC respondia em perigosos contra-ataques. Nenhuma equipa, porém, conseguiu marcar qualquer golo durante este período. Foi na segunda parte que os golos viriam a surgir. O Vitoria SC marcaria primeiro, aos 60 minutos, através do avançado brasileiro Mundinho. O Rio Ave FC, por seu turno, viria a igualar a partida a um minuto do final do jogo, através de Tininho, colocando assim inteira justiça no marcador.
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1979/80)
(Duarte no Rio Ave FC)


Como se disse, nesta época de 1979/80 o Rio Ave FC não alcançou a manutenção. E assim, Duarte volta a jogar na 2ª Divisão Nacional na temporada de 1980/81, representando o Rio Ave FC. É um época em que a equipa vilacondense conseguirá regressar ao patamar mais elevado do futebol português, depois de vencer a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional. Duarte é já nesta altura capitão da equipa do Rio Ave FC e uma das peças mais importantes da equipa.
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1980/81)
(Duarte no Rio Ave FC)


Regressando ao convívio dos grandes do futebol português, o Rio Ave FC tinha, obviamente, como principal pretensão fixar-se na 1ª Divisão Nacional. Todavia, sob o comando de Félix Mourinho, o Rio Ave FC torna-se na grande sensação da prova, alcançando um sensacional 5º lugar na classificação geral do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1981/82, logo atrás, curiosamente, do Vitoria SC, o 4º classificado. Nesta histórica equipa vilacondense, que jogava em casa no velhinho, mas saudoso, pelado do Campo da Avenida, em Vila do Conde, destacavam-se vários jogadores de qualidade, como o guarda redes Trindade, o defesa brasileiro Brito, os médios Cabumba, Adérito, Casaca, Quim, Paquito e, obviamente, o capitão Duarte. 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1981/82) 
(Duarte novamente com as cores do Rio Ave FC)
(Plantel do Rio Ave FC na temporada de 1981/82) 
(Em 1981/82 no Rio Ave FC) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1981/82) 
(Duarte no Rio Ave FC na época de 1981/82)

Duarte foi um dos totalistas da equipa do Rio Ave FC nesta temporada, alinhando em todos os 30 jogos da competição e apontando 2 golos, os seus primeiros tentos no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. O futebolista Duarte era, essencialmente, caracterizado como um defensor. Jogava, sobretudo, como defesa lateral esquerdo, embora, em muitas ocasiões tivesse também actuado com defesa central. 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1981/82) 
(Duarte no Rio Ave FC com a braçadeira de capitão)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1981/82)
(Duarte em acção pelo Rio Ave FC durante a época de 1981/82) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1981/82) 
(Duarte no Rio Ave FC) 

Na época seguinte de 1982/83, já sob o comando de Quinito, o Rio Ave FC volta, de alguma forma, a surpreender, com uma carreira brilhante e muito regular, conquistando um tranquilo 8º lugar na classificação geral do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Nesta equipa rioavista destacava-se, essencialmente, o avançado N´Habola, autor de 20 golos, consagrando-se como o 3º melhor marcador da prova e o melhor marcador da formação vilacondense.
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1982/83) 
(Duarte no Rio Ave FC na temporada de 1982/83) 
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1982/83) 
(Duarte no Rio Ave FC) 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1982/83) 
(Duarte no Rio Ave FC) 

Mas, porém, também surpreendeu o defesa Duarte, com os 5 golos apontados, tornando-se o segundo melhor marcador do conjunto do Rio Ave FC no Campeonato Nacional da 1ª Divisão da temporada de 1982/83. Tornou-se especialista na conversão de grandes penalidades, forma como marcou dois golos nesta época, um frente à equipa do SC Braga (3-1) e outro, decisivo, frente ao GD Estoril Praia (1-0). Nesta temporada de 1982/83, registe-se, ainda, que o defesa Duarte jogou 22 jogos na principal liga nacional.
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1982/83)
(Duarte no Rio Ave FC) 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1982/83)
(Duarte com a camisola do Rio Ave FC)


Em 1983/84, Félix Mourinho regressa ao comando técnico do Rio Ave FC, guiando a formação vilacondense ao tranquilo 9º lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Nesta época o defesa Duarte actuou em 27 jogos, tendo apontado 2 golos na competição. O ponto alto, porém, da temporada de 1983/84 foi a presença da equipa do Rio Ave FC na final da Taça de Portugal, depois de eliminar o Vitoria SC nas meias-finais após o desempate através da marcação de grandes penalidades. A equipa vilacondense chegou assim à final da segunda prova mais importante do calendário futebolístico português, onde defrontou a poderosa equipa do FC Porto. Naquela histórica final, Duarte capitaneou a formação do Rio Ave FC que viria a sair derrotada pelo FC Porto por 4-1, conquistando a formação portista, desta forma, a Taça de Portugal. 
(Plantel do Rio Ave FC na temporada de 1983/84) 
(Duarte em acção pelo Rio Ave FC na temporada de 1983/84)
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1983/84) 
(Duarte no Rio Ave FC na época de 1983/84)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1983/84)
(Em 1983/84 em acção no pelado do Campo da Avenida) 
(Equipa do Rio Ave FC na final da Taça de Portugal da época de 1983/84)
(Caricatura de Duarte com as cores do Rio Ave FC)


Na carreira de Duarte seguiu-se a época de 1984/85, aquela que viria a ser a ultima temporada do futebolista vilacondense no primeiro escalão do futebol português. É que, o Rio Ave FC não conseguiu escapar ao 13º lugar da classificação final e assim foi forçado a disputar a liguilha, onde acabou por sucumbir ao poderio da formação transmontana do GD Chaves, sendo relegado à 2ª Divisão Nacional. O defesa e capitão de equipa Duarte alinhou em 29 jogos do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1984/85, não tendo marcado qualquer golo no decorrer desta prova.
(Plantel do Rio Ave FC na época de 1984/85)
(Duarte no Rio Ave FC na época de 1984/85) 
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1984/85)
(Duarte no Rio Ave FC)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1984/85)
(Duarte no Rio Ave FC) 

Relegado à 2ª Divisão Nacional na época de 1985/86, Duarte realizaria a sua última temporada como futebolista profissional e muito contribuiu para o grande sucesso alcançado pela formação vilacondense. Pois que, treinado pelo Mário Reis, o Rio Ave FC fez uma campanha sensacional durante esta época. Venceu, com vantagem considerável sobre o rival Varzim SC, a Zona Norte da 2ª Divisão e na fase final conquistou o ceptro de campeão nacional na categoria. Assim, o Rio Ave FC estava de regresso ao primeiro escalão do futebol português. 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1985/86)
(Equipa do Rio Ave FC na temporada de 1985/86) 
(Equipa do Rio Ave FC na época de 1985/86)


Duarte deixou de jogar no final desta época de 1985/86 mas continuou ligado ao Rio Ave FC, o seu clube de sempre. Foi ainda treinador adjunto na equipa principal na temporada de 1987/88, numa altura em que o Rio Ave FC era comandado pelo treinador brasileiro Mario Jualitto. 
(Plantel do Rio Ave FC na temporada de 1987/88)


Ainda enquanto futebolista, Duarte licenciou-se no curso de direito. Por isso, hoje, com 58 anos de idade, Duarte Sá desempenha a profissão de advogado na cidade de Vila do Conde.