Já sabíamos que atendendo ao forte vento que se fez notar durante o dia de hoje em Vila do Conde que não iriamos ter um jogo fácil. O bom futebol que vínhamos praticando teria que ficar para segundo plano e procurar a vitória por outros meios mais práticos.
Apesar de jogarmos com o forte vento nas costas, mesmo assim assistimos a bons momentos de futebol tirando partido disso, como o golaço do Gil Dias/Andreia e a mais um golo do Rafa Soares/Margarida na marcação de um livre directo sem que mais alguém tocasse na bola para um desvio ou alívio.
Nestas condições o mais prático é jogar com a bola nos pés e evitar a todo o custo jogar com a bola pelo ar a não ser que joguemos com o vento nas nossas costas.
Aliás, o golo do empate do Moreirense surgiu mesmo com a ajuda do vento. Um cruzamento que em condições normais daria 3 pontos para o País de Gales, acabou caprichosamente no fundo da baliza. Para mim o Cássio/Daniele, que evitou o 0-1 e o 3-3, não poderia ter feito melhor nestas condições atmosféricas.
Felizmente que na segunda parte o vento acalmou, tirando vantagem ao Moreirense e possibilitando que praticássemos o nosso futebol. Por isso foi sem surpresa alguma que chegamos aos 3-1 aos 54’ por Guedes/Paula, a responder a um centro para golo do Heldon/Simone.
Incompreensivelmente a nossa equipa desapareceu um pouco, permitindo que o Moreirense assumisse as rédeas do jogo e reduzisse mesmo para 3-2. Só perto dos 80’ minutos voltamos a assumir o jogo e controlando-o até ao apito final.
Não é por termos vencido que vamos deixar de falar do senhor árbitro Luís Godinho. Não é preciso recorrer à SportTV ou à VSports para ver que ficou um penalti do tamanho do mundo por marcar. O árbitro da AF Évora só não marcou porque não quis.