Nos últimos tempos tem-se encarado com certa normalidade certas derrotas caseiras. Antes ainda se levava com um ou outro sócio energúmeno que indignado desabafava-nos que não tínhamos nada que dar ao litro para ganhar a um dos três grandes porque estes não faziam parte do nosso campeonato. Por vezes um tipo tinha que ser forte e conter-se para não bater em alguém que muitas vezes tem idade para ser nosso pai ou avô.
Como não basta-se isso agora parece que temos que nos habituar a mais derrotas caseiras como a que tivemos frente ao Marítimo e ao V. Guimarães. Ao que parece também estes não são do nosso campeonato. Mas afinal em que campeonato jogamos nós?
No domingo passado averbamos a sexta derrota caseira frente ao V. Guimarães. Acontece que cinco dessas derrotas foram obtidas pelo nosso “querido mister”. Eu ainda sou do tempo que equipas como o V. Guimarães, Marítimo e mesmo o Braga e Boavista piavam fininho na nossa casa. E já nesses tempos algumas destas equipas tinham um estatuto idêntico ao hoje.
Em 10 jogos caseiros contra o V. Guimarães sobre batuta do Carlos Brito obtivemos 1V 4E 5D. Nos outros 8 jogos com outros treinadores ao comando temos 5V 2E 1D.
Qualquer dia ainda aparece por aí um árabe petro-milionário disposto a investir no nosso vizinho e é mais um para quem seremos obrigados a abrir as pernas porque não fazem parte do nosso campeonato. Será que já não temos amor-próprio?
1 comentário:
Sérgio, gostei deste comentário. É por estas e por outras que continuamos a ser os coitadinhos do costume. Já agora, na questão das arbitragens de que falam a seguir é a mesma coisa. Não quero fazer figuras ridículas como alguns "grandes", ou lá o que lhes queiram chamar, que inventam casos de cada vez que não ganham, mesmo perante as evidências das imagens a provarem o contrário, com os únicos intuitos de desviar a atenção da sua própria incompetência e pressionar de forma a serem beneficiados no jogo seguinte, mas já é muita coisa numa só época para continuar caladinho e bem comportado.
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