Ainda esta semana fiz um post que dava conta da diferença de orçamentos entre Arouca e Rio Ave, pretendendo dar responsabilidade a quem aufere ordenados principescos a obrigatoriedade para resolver a questão.
Como na história de David frente a Golias, o mais pequeno- em orçamento, de escalão inferior e com uma história muito mais modesta- derrotou a besta.
Para quem não sabe ou não conhece esta história, Golias era um soldado com 3 metros de altura, forte e habituado a lutar, frente a um camponês/pastor que o venceu apenas com uma pedrada, cortando-lhe a cabeça para de seguida a entregar ao rei como troféu. Foi precisamente o que aconteceu.
O Rio Ave, à imagem de toda a época, sempre dependeu de si próprio para se manter na I Liga. E foi para este play-off com essa mesma premissa. Ironia do destino, mesmo com este resultado desastroso, continua a depender apenas de si e do que fizer no jogo da 2ª mão no Domingo, para ficar na 1ª divisão. Convenhamos, tarefa altamente improvável de concretizar.
No jogo propriamente dito, o Rio Ave entrou com o papel invertido, o Arouca parecia mesmo a equipa da I Liga e o Rio Ave o oponente secundário. Demorou até os rioavistas equilibrarem a contenda. Foi no dealbar da 1ª parte que o Arouca surpreendeu e colocou-se na frente do marcador. Intervalo:1-0.
Na segunda parte, mais do mesmo, algum equilíbrio, mas o Arouca mais perigoso e o Rio Ave com 0 oportunidades. Numa falta, a desatenção e falta de qualidade do setor defensivo permitiu que se chegasse ao segundo golo Arouquense. Arouca que tinha e tem nas suas fileiras dois ex-Rio Ave. Mas já lá vamos.
Não foi Pedro Moreira, mas foi André Silva, um atleta que pertenceu aos nossos quadros durante 2 épocas(Rio Ave B, sub-23 e 2 jogos na A) a matar o jogo e quiçá a eliminatória ao marcar o 3º golo.
O Rio Ave só em desespero e já depois do 3-0 teve 2 boas oportunidades para marcar. Evandro Brandão e Guga desperdiçaram a esperança para a segunda mão.